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Elas Constroem transforma o mercado da construção Civil

By Iris Andrade

Iniciativa ‘Elas Constroem’ avança na ampliação da participação feminina na construção civil

Na última quinta-feira, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promoveu uma transmissão ao vivo focada nos avanços do projeto Elas Constroem, que busca fortalecer a presença de mulheres no setor. A iniciativa, realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), tem como objetivo capacitar mulheres e promover a inserção delas em atividades tradicionalmente dominadas por homens.

Ao longo de dois anos, o projeto já estabeleceu uma rede de 15 lideranças femininas em 12 diferentes localidades, articulando empresas, entidades e órgãos públicos para oferecer qualificação e facilitar o acesso ao mercado de trabalho. Segundo Ana Cláudia Gomes, vice-presidente de Responsabilidade Social da CBIC, o trabalho envolve uma abordagem que combina formação técnica com atenção às necessidades específicas das mulheres, como a criação de redes de apoio para quem possui filhos ou enfrenta dificuldades de acesso a recursos.

Ela destacou ainda que o projeto é altamente flexível e adaptável às realidades locais, permitindo que cada estado configure suas ações de acordo com suas realidades e potencialidades. Em estados como o Paraná, as primeiras turmas estão previstas para começar em setembro, com 20 mulheres referentes à Secretaria da Mulher. Além da capacitação técnica, tais turmas também oferecerão acompanhamento psicológico, buscando preparar as participantes para o ambiente de trabalho e garantir que possam obter emprego com carteira assinada.

Em Sergipe, a gerente de Educação Profissional do SENAI-SE, Silvia Delmondes, explicou que o diagnóstico realizado junto a empresas indicou prioridade para áreas como carpintaria de formas, revestimento cerâmico e elétrica predial. Ela acrescentou que novas turmas gratuitas estão programadas para iniciar em setembro, com apoio constante na busca por oportunidades de trabalho e acompanhamento das alunas.

No Mato Grosso do Sul, Valéria Gabas, diretora de unidade de negócios da Plaenge do Sinduscon-MS, reforçou que o projeto funciona como uma grande rede de conexões, envolvendo diferentes parceiros que priorizam a formação de candidatas para cursos de revestimento cerâmico, pintura e operação de equipamentos como a bobcat. Ela também destacou a importância de formatos inovadores, como aulas aos sábados e conteúdos digitais, além de espaços para que as participantes possam levar seus filhos.

Adriana Crepaldi, representante da ASEOPP, comentou que as ações já começaram antes do lançamento oficial, com planejamentos conjuntos com o SENAI e as secretarias estaduais. A iniciativa prevê bolsas-auxílio e instalações adaptadas, incluindo a possibilidade de levar filhos às aulas, o que exige uma articulação cuidadosa para garantir sua efetividade.

Para Fernando Guedes, CEO da CBIC, o projeto traduz um movimento de mudança cultural no setor. Ele afirmou que o Elas Constroem representa sensibilidade, parceria e a capacidade de transformar a realidade da construção civil, oferecendo oportunidades reais, inclusive para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A íntegra da live está disponível no canal do YouTube da CBIC, que reforça a importância de ampliar diálogos e ações para a inclusão feminina na construção civil.

Perspectivas e futuro do projeto

De acordo com a CBIC, o Elas Constroem é uma iniciativa que visa ir além da capacitação, promovendo uma inserção sustentável das mulheres no setor. Cada estado pode desenhar suas ações, com o objetivo de criar uma rede de suporte duradoura, que permita às participantes não apenas ingressar no mercado de trabalho, mas também evoluir na carreira e exercer liderança.

O projeto é considerado uma resposta às demandas por maior diversidade e inclusão, mostrando que a construção civil tem potencial para se tornar um setor mais equitativo e representativo, com impacto direto na cultura organizacional e na competitividade do mercado.

A expectativa da CBIC é de que, até o final do programa, a quantidade de mulheres capacitadas e inseridas no mercado aumente significativamente, contribuindo para a transformação do setor e para uma sociedade mais igualitária.

Fonte: CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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