Dividendos extraordinários à vista que pegam você de surpresa
By Iris Andrade
BTG aponta 20 empresas brasileiras com potencial de dividendos extraordinários antes da cobrança de 10% a partir de 2026
Diversas companhias podem adiantar a distribuição de dividendos aos seus acionistas, segundo uma análise do BTG Pactual. A mudança tributária prevista para 2026, que prevê a cobrança de 10% sobre dividendos pagos a pessoas físicas e estrangeiros, marca o fim da isenção total vigente desde 1996. Dividendos declarados em 2025, com base em lucros daquele ano ou de exercícios anteriores, continuam isentos do novo imposto. Além disso, o projeto permite que empresas distribuam esses dividendos ao longo de três anos, entre 2026 e 2028, mantendo certa flexibilidade financeira.
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As perspectivas de pagamentos extraordinários aparecem mais fortes nos setores de utilities, telecomunicações, construção e materiais básicos. A lista de 20 companhias com maior probabilidade de anunciar dividendos extraordinários ficou sob análise do BTG Pactual, que identificou os nomes a seguir.
Empresa/Ticker | Retorno extraordinário esperado
EZTC3 | 17%
DIRR3 | 13%
CYRE3 | 9-10%
LAVV3 | >10%
CPLE6 | 14%
ISAE4 | 13%
ENGI | 11%
ELET3 | 10%
FIQE3 | 19%
INTB3 | 13%
TIMS3 | 12%
GOAU4 | 20%
GGBR4 | >10%
USIM5 | >10%
RANI3 | >10%
ABEV3 | >10%
POMO4 | 18%
CEAB3 | >10%
BLAU3 | >10%
RECV3 | 8-13%
“A lista de empresas em posição de anunciar dividendos extraordinários relevantes é relativamente longa. Isso se deve ao bom desempenho econômico do Brasil, aos lucros robustos, à baixa alavancagem e aos preços deprimidos das ações”, aponta o BTG Pactual.
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O banco também destaca oportunidades de “pair trades”, operações que aproveitam diferenças na capacidade ou na intenção das empresas de pagar dividendos extraordinários. Algumas companhias podem ficar de fora desses pagamentos por falta de reservas suficientes ou por níveis elevados de alavancagem.
Setores com maior potencial segundo o BTG
– Materiais básicos: Gerdau (GOAU4) e Gerdau (GGBR4) mostram liquidez alta e baixa alavancagem; Usiminas (USIM5) deve reservar recursos para projetos futuros.
– Papel e celulose: Irani (IRANI3) pode distribuir até 34% do seu reservas caso opte por dividendos integrais.
– Óleo e gás: PetroReconcavo (RECV3) deve entregar yield entre 8% e 13%.
– Utilities: Copel (CPLE6) e Eletrobras (ELET3) com yields de 14% e 10%; Isa Energia (ISAA4) e Energisa também aparecem.
– Imobiliário: Eztec (EZTC3) 17%, Direcional (DIRR3) 13%, Lavvi (LAVV3) 10% e Cyrela (CYRE3) 9–10%.
– Alimentos e bebidas: Ambev (ABEV3), M. Dias Branco e Minerva Foods devem considerar pagamentos extraordinários.
– Saúde: Blau (BLAU3) com yield de 20%; Fleury e Odontoprev aparecem com valores menores.
– Bens de capital: Marcopolo (POMO4) e Mills (MILS) com yields estimados de 18% e 22%.
– Telecom e tecnologia: TIM (TIMS3), Unifique (FIQE3) e Intelbras (INTB3) com yields de 12%, 19% e 13%, respectivamente.
Metodologia e fatores de análise
Para identificar as companhias com maior probabilidade de anunciar esses pagamentos, o BTG avaliou quatro fatores: existência de lucros retidos ou reservas relevantes em relação ao valor de mercado, nível de alavancagem, planos de investimento futuros e a composição acionária, pois a tributação varia conforme o perfil dos investidores.
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Fontes: BTG Pactual e Money Times
Fonte: Money Times