Skip to content

Descubra por que o Edifício Residencial moderno está em pauta

By Iris Andrade

2636 Flats: habitar entre pátios e jardins suspensos

Uma nova proposta de moradia coletiva, criada pelo escritório A3 Luppi Ugalde Winter, apresenta uma leitura contemporânea de fronteiras urbanas. O Edifício Residencial 2636 Flats reúne 13 pavimentos, com área total de 1.872 m², e foi concebido para 2025.

Condições do terreno e ocupação

O projeto parte de um terreno com profundidade limitada, inferior a 16 metros, o que não exigia recuo nos fundos. Além disso, o lote é isento da obrigatoriedade do centro livre, permitindo ocupação integral da superfície e a elaboração da silhueta conforme a normativa urbanística.

Conceito de habitar

A arquitetura privilegia uma voz de abstração, com um perfil compacto e uma pele dupla que funciona como filtro entre o interior das unidades e a cidade. O conjunto propõe uma relação contínua entre espaço público e privado, abrindo o morar para o ar livre e para a paisagem urbana. A ideia central é transformar o não construído em matéria, valorizando a porosidade como condição ambiental e espacial.

Organização e plantas

A planta‑tipo organiza-se a partir da sequência: pulmão → pátio → apartamento → expansão → cidade. O edifício possui 13 andares além de um térreo com hall de acesso e área comercial, e um subsolo dedicado a serviços. Nos pavimentos de uso típico, do 1º ao 9º, cabem dois apartamentos por andar (um de 1 ambiente e outro de 2 ambientes). Nos 10º, 11º e 12º andares há unidades de 3 ambientes.

Estrutura, materiais e expressão

A expressão do edifício aposta pelo concreto aparente, com lajes expostas. As peças de terraço são apoiadas sobre uma malha de perfis metálicos finos, o que transmite leveza e continuidade visual à silhueta.

Vegetação, porosidade e ventilação

Desde o início, o projeto explora a entrada de ar e a luz natural como fatores decisivos para a qualidade ambiental. A ideia de porosidade permite que operações de subtração criem plantas profundas sem perder a performance ambiental. Ao mesmo tempo em que o projeto se beneficia da ventilação natural, ele reforça a experiência de habitar ao longo das estações, incluindo chuva, sol e sombras.

Interação entre interior e exterior

A proposta redefine o relacionamento entre o interior das moradias e a cidade, através de uma pele que funciona como filtragem espacial e de uma sequência de espaços que conectam moradores a jardins e ambientes externos. O acesso às unidades ocorre por meio de pátios ou corredores que incluem churrasqueiras e espaços para bicicletas.

Resumo técnico

  • Área total: 1872 m²
  • Ano de referência: 2025
  • Número de pavimentos: 13 andares acima do térreo, plusum subsolo
  • Configuração dos apartamentos: pavimentos 1–9 com dois apartamentos por andar; pavimentos 10–12 com unidades de 3 ambientes
  • Materiais/estilo: concreto aparente, lajes expostas; terraços sustentados por malha metálica
  • Conceito central: habitar entre pátios, pele dupla, porosidade e relação interior–cidade

Galeria e descrições adicionais acompanham o projeto, que também enfatiza a convivência entre áreas privadas e espaços de convivência coletiva, reforçando uma leitura da cidade como mapa de encontros entre luz, ar e arquitetura.

Fonte: ArchDaily Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *