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Descubra o que muda no crédito habitacional para moradia digna

By Iris Andrade

Novo modelo de crédito habitacional é apresentado com foco em ampliar acesso à moradia

Um novo modelo de crédito para habitação foi divulgado pelo Governo Federal nesta sexta-feira, em São Paulo, visando ampliar o acesso à moradia digna em um cenário de juros ainda elevados. O lançamento contou com a participação de autoridades e do presidente Lula, e envolve mudanças que afetam o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e o uso de recursos do SBPE.

O presidente da CBIC, Renato Correia, avaliou que as medidas representam uma virada no mercado imobiliário. Ele destacou que as mudanças ajudam a aproximar a população do sonho da casa própria e fortalecem o acesso à moradia de qualidade, especialmente para setores mais carentes, em conjunto com ajustes no FGTS aprovados recentemente.

Principais mudanças

  • Teto de imóveis financiáveis pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
  • Mais flexibilidade nos recursos do SBPE. Há um período de transição a partir de janeiro de 2026, com redução gradual do direcionamento obrigatório de 65% para financiamentos habitacionais.
  • Quando o novo modelo for plenamente implementado, bancos poderão destinar o mesmo montante hoje usado em financiamentos habitacionais para aplicações livres.
  • O governo planeja um período de teste no próximo ano para avaliar impactos reais da medida, conforme demanda do setor da construção.

Impacto esperado e contexto

Correia ressaltou que o setor da construção emprega mais de 3 milhões de pessoas e que a meta de alcançar 3 milhões de habitações continua a motivar o trabalho do segmento. Segundo ele, as mudanças também visam atender a classe média, que estava carente de fontes estáveis de financiamento.

Correia: Essas mudanças mudam o cenário da habitação no Brasil. Hoje é um dia em que a população se aproxima do sonho da casa própria. O que foi feito com o FGTS, junto com o novo crédito imobiliário, vai garantir acesso à moradia digna e de qualidade aos estratos mais carentes da população.

O anúncio também traz pontos sobre o FGTS, com restrições para a antecipação do saque-aniversário aprovadas recentemente, o que pode influenciar a liquidez disponível para financiamentos habitacionais.

Ao longo do próximo ano, o governo pretende testar as medidas para observar impactos práticos no mercado. A CBIC ressaltou o papel do setor na economia e explicou que contribuiu com sugestões baseadas em experiências de mercado para viabilizar as mudanças, reforçando o estrito vínculo entre construção, emprego e desenvolvimento.

Fontes destacam que o setor da construção tem potencial para impulsionar investimentos em áreas como moradia, infraestrutura e serviços, com a implementação gradual do novo modelo.

Fonte: CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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