Descubra a cidade do interior de Goiás que encanta turistas
By Iris Andrade
Pequena cidade do interior goiano encanta turistas com seu patrimônio antigo e sua cultura
Localizada a cerca de 120 km de Goiânia e a 150 km de Brasília, a cidade de Pirenópolis, no centro-oeste de Goiás, vem ganhando destaque entre os visitantes interessados em história, tradição e natureza. Conhecida como a “Cidade das Pedras Preciosas”, ela preserva um rico patrimônio colonial e mantém vivas tradições folclóricas de mais de 200 anos.
Aspectos históricos e culturais
Classificada como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN em 1989, Pirenópolis apresenta uma arquitetura colonial que remonta ao século XVIII. O centro antigo, tombado, preserva o traçado original de 1727, além de igrejas barrocas como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1728 e 1732, que é considerada uma joia do barroco goiano.
Além da arquitetura, a cidade mantém tradições como as Cavalhadas e a Festa do Divino Espírito Santo. Essas celebrações, que envolvem ruas e zonas rurais, acontecem em maio e junho, e fazem parte do patrimônio cultural reconhecido pelo Brasil. As festividades incluem modelagens folclóricas e religiosas, atraindo turistas de várias regiões.
Turismo sustentável e natureza exuberante
Pirenópolis destaca-se também por sua rica natureza. Familias e aventureiros aproveitam as cachoeiras cristalinas e o cerrado preservado. Entre os pontos mais visitados estão a Cachoeira do Abade, com uma queda de aproximadamente 20 metros e piscinas naturais perfeitas para banho e relaxamento, e o Santuário de Vida Silvestre Vagafogo, que abriga espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.
Principal ponto de interesse histórico
Outro destaque é a Casa de Cora Coralina, que conserva o ambiente em que a poetisa goiana viveu, além de objetos pessoais, manuscritos e exposições sobre sua obra. O local é considerado uma homenagem à cultura regional e uma atração essencial para quem visita a cidade.
Eventos e gastronomia
A cidade também promove eventos tradicionais, como o Festival Gastronômico de julho, com pratos típicos regionais feitos com ingredientes do cerrado, como pequi, guariroba e carne de sol, que recebem releituras contemporâneas por chefs locais. A Feira de Pedras Preciosas, realizada mensalmente, celebra a tradição mineral da região, com artesãos especializados em joalheria artesanal usando cristais, quartzo rosa e ametista, remanescente do século XVIII.
Por que Pirenópolis é referência em turismo?
A cidade recebeu a classificação de categoria A pelo Ministério do Turismo, devido ao seu centro histórico bem preservado e sua alta procura por visitantes aproximadamente 80 mil por mês. O trabalho de restauração, supervisionado pelo IPHAN, mantém o traçado original das construções e garante a integridade do patrimônio cultural.
As escolas da região utilizam a Fundação Casa de Cora Coralina para promover visitas educativas, fortalecendo o turismo cultural e gerando mais de 3 mil empregos diretos na economia local, de acordo com a Secretaria de Turismo de Pirenópolis.
Época ideal para visitar
As melhores épocas para viajar são entre maio e setembro, quando há temperaturas entre 12°C e 28°C, com baixa umidade e clima seco, ideal para trilhas e banho nas cachoeiras. O período de maior movimento é em maio, durante as Cavalhadas. Junho a agosto é considerado alta temporada devido ao clima favorável para atividades ao ar livre. A primavera, de setembro a novembro, traz cores vibrantes à flora e menos turistas, sendo uma boa oportunidade para explorar com mais tranquilidade. Nos meses de dezembro a abril, as chuvas aumentam, mas as cachoeiras estão em seu volume máximo, oferecendo banhos refrescantes.
Conclusão
Com um patrimônio histórico muito bem preservado, festas tradicionais, belezas naturais e uma cultura vibrante, Pirenópolis se consolidou como um destino imperdível para quem busca uma experiência autêntica no Brasil colonial. Planeje sua visita e descubra por que essa cidade considerada Patrimônio Nacional encanta turistas e residentes há mais de dois séculos.
Fonte: Notícias