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Descarte irregular é alvo, quem paga a conta

By Iris Andrade

SAAE intensifica limpeza de pontos de descarte irregular e reforça responsabilidade compartilhada

Equipes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) realizaram, recentemente, uma ação de limpeza ao longo da MG-431, nas proximidades do Condomínio Portal do Engenho, um dos pontos mais críticos de descarte irregular em Itaúna. A iniciativa veio após denúncias apresentadas na Câmara Municipal pelo vereador Gustavo Barbosa (Republicanos).

Como a operação é orientada pela gestão de resíduos

“Os resíduos sólidos urbanos, o lixo doméstico comum, seco ou molhado, são de responsabilidade do cidadão até a coleta pública. A partir daí, o recolhimento, transporte e destinação final passam a ser atribuições do SAAE. Já os resíduos da construção civil, provenientes de obras, reformas e demolições, devem ser totalmente gerenciados pelo próprio gerador, incluindo transporte e destinação adequada”,

explicou Nilzon Borges, diretor da autarquia, ao detalhar a divisão de responsabilidades entre o cidadão, o SAAE e os geradores de resíduos.

Descarte irregular e medidas de vigilância

“O enfrentamento ao descarte clandestino de lixo e entulho é uma tarefa que envolve não apenas o poder público, mas também a conscientização da população”,

ressaltou Nilzon Borges. A autarquia também informou que, além da MG-431, outros pontos tradicionais de acúmulo de lixo em Itaúna continuam sendo monitorados e limpos periodicamente, como áreas próximas ao Campo do Flamengo/Sindimei, ao Colégio Educare e às entradas das comunidades do Córrego do Soldado, Barreiro e Vista Alegre. O ponto da MG-431 tem recebido atendimento de limpeza diversas vezes neste ano, mas o comportamento reincidente de alguns moradores e empresas mantém o desafio.

Comparação entre resíduos e responsabilidades

A gerente de Gestão de Resíduos do SAAE, Lenice Guimarães, destacou que Itaúna possui coleta de lixo domiciliar diária na zona urbana e regular na zona rural, tornando injustificável o descarte em áreas clandestinas. Ela ainda informou que o município tem adotado ações para facilitar o descarte correto de pequenas quantidades de entulho, com a atuação de três empresas licenciadas que recebem esse tipo de material de forma legal.

“Há locais devidamente autorizados para receber resíduos da construção civil. O descarte em bota-foras ilegais, além de ser crime, prejudica o meio ambiente e a imagem da cidade”,

concluiu Lenice Guimarães.

Repercussões e necessidade de coordenação

O vereador Gustavo Barbosa reiterou que o problema é estrutural e exige integração entre as secretarias municipais e autarquias. “Não dá mais para tratar isso como algo pontual. É preciso integração entre o SAAE, o Meio Ambiente e a população. Só assim teremos resultados duradouros”, afirmou.

Orientações para descarte responsável

  • Descarte de resíduos urbanos: cidadão até a coleta pública; após isso, o SAAE faz o recolhimento e a destinação final.
  • Resíduos da construção civil: gerador é responsável pelo gerenciamento, transporte e destinação adequada.
  • Coleta domiciliar diária e opções legais para entulho pequeno estão disponíveis no município.

Para quem precisa de orientação sobre lixo doméstico, o SAAE atende pelo telefone (37) 3249-5800. Informações sobre manejo de resíduos da construção civil podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente pelo número (37) 3249-9649.

Conclusão

A ação de limpeza reafirma a necessidade de um esforço conjunto entre poder público, empresas e moradores para reduzir pontos de descarte irregular. A vigilância contínua e a cooperação entre as partes são apontadas como caminhos para mudanças mais duradouras.

Fonte: Jornal S’passo

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