CVM aprova Suno e ignora irregularidades no caso Hectare
By Iris Andrade
CVM conclui que não houve manipulação de mercado por parte da Suno no caso Hectare
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou que não identificou qualquer irregularidade ou manipulação de mercado envolvendo a gestora Suno na operação relacionada ao fundo imobiliário HCTR11, gerido pela Hectare. Após uma investigação de dois anos, a área técnica do órgão confirmou que não houve atos ilícitos, benefícios pessoais ou ações coordenadas que envolvessem a empresa ou seus sócios, reforçando uma decisão anteriormente tomada pela Justiça de São Paulo.
Decisão reforça a inocência da Suno
Ao divulgar a conclusão, a CVM destacou que o episódio foi amplamente debatido dentro do mercado e que os comentários feitos por influenciadores ligados à Suno ocorreram em um contexto de discussões legítimas. A entidade afirmou também que as críticas refletiam preocupações compartilhadas por diferentes analistas e investidores, o que reforça a ausência de qualquer intenção manipuladora.
Em nota enviada ao meio de comunicação, a Suno reforçou seu compromisso com uma atuação ética, transparente e de acordo com as normas regulatórias. Eles também ressaltaram que continuam a defender os interesses dos investidores individuais enquanto seguem pautados pela conduta responsável.
Contexto do caso
O processo começou com uma denúncia apresentada pela Hectare em 2022, na qual acusava influenciadores ligados à Suno de prejudicar deliberadamente o fundo HCTR11 por meio de críticas públicas. A CVM afirmou que as declarações feitas durante o debate de mercado eram legítimas e compartilhadas por diferentes analistas na época.
Impacto nas perdas do grupo Hectare
Desde o início de 2022, os fundos controlados pelo grupo RTSC, holding que administra a Hectare, acumulam perdas superiores a R$ 3,5 bilhões. O HCTR11 sofreu uma desvalorização de mais de 76%, enquanto o TORD11 viu seu valor diminuir em 92% desde então.
Decisão judicial e desfecho do caso
Antes da decisão da CVM, o episódio já havia sido analisado na esfera judicial. Em junho de 2024, a 1ª Câmara Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pelo encerramento da ação movida pela Hectare contra a Suno, após a Justiça entender que não existiam fundamentos para dar continuidade às investigações. Na ocasião, a Hectare informou que recorreria da decisão, alegando que o litígio ainda permanecia na esfera criminal e administrativa. Com a decisão da CVM, a firma Suno está oficialmente livre de quaisquer acusações de manipulação de mercado no âmbito dos fundos imobiliários.
Considerações finais
Segundo fontes oficiais, o resultado final mostra que as alegações contra a Suno foram infundadas e que a reputação da gestora permanece intacta. A CVM reforçou seu compromisso com a fiscalização responsável e a defesa da transparência no mercado de capitais brasileiro.
Fonte: Informação publicada pela imprensa especializada.