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Crédito imobiliário com Lula agita o mercado

By Iris Andrade

Mercado aposta em crescimento com crédito imobiliário para a classe média

Mudanças anunciadas pelo governo visam ampliar o acesso ao crédito habitacional, com foco na faixa de renda da classe média. As medidas incluem um aumento no teto de financiamento, regras de uso da poupança e novas condições para quem busca comprar a casa própria.

Contexto e objetivo das mudanças

Na manhã desta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou alterações no uso da poupança para ampliar a oferta de crédito imobiliário, especialmente para famílias que ganham acima dos pisos atuais do programa habitacional existente. Segundo o governo, a ideia é reaquecer o setor após o aperto monetário e manter o financiamento habitacional como opção viável para mais cidadãos.

Principais mudanças do novo modelo

  • Valor máximo financiável de imóveis aumenta de 1,5 milhão para 2,25 milhões.
  • Famílias com renda familiar entre 12 mil e 20 mil passam a ter acesso ao novo financiamento.
  • Operações do SFH continuam com juros limitados a 12% ao ano.
  • A Caixa Econômica Federal passa a financiar até 80% do valor do imóvel.
  • Alteração no uso da poupança: o total aplicado nas cadernetas servirá de referência para ampliar o crédito habitacional, fortalecendo o SFH.
  • Haverá um período de transição, com ajustes graduais a partir de janeiro de 2026, para que o direcionamento de recursos seja reduzido de forma gradual.
  • Antes da implementação plena, os bancos poderão destinar o mesmo montante usado em financiamentos habitacionais para aplicações livres.
  • No curto prazo, 65% dos recursos captados pela poupança ficarão vinculados ao crédito imobiliário, 15% ficarão livres para operações mais rentáveis e 20% permanecerão sob depósito compulsório do BC.
  • O FGTS terá mudanças no saque- aniversário: trabalhadores aderentes deverão aguardar 90 dias para a primeira operação, e poderão fazer apenas uma retirada anual.
  • Espera-se a geração de novos negócios: o governo projeta que a Caixa financie mais 80 mil moradias até 2026.

Impactos esperados e avaliações do setor

Entidades ligadas à construção civil e ao mercado imobiliário foram uníssonas em considerar as mudanças positivas para o setor, ainda que em um cenário de Selic elevada. O presidente da CBIC afirmou que o novo modelo assegura acesso à moradia digna para faixas mais vulneráveis, mantendo flexibilidade para os recursos do SBPE. A CBIC também destacou que as alterações ajudam a alinhar o uso da poupança com as necessidades de financiamento.

O que foi feito com o FGTS, junto com o novo crédito imobiliário, vai garantir acesso à moradia digna e de qualidade aos estratos mais carentes da população. Essas mudanças se concentram na classe média, que estava carente de fontes seguras de financiamento.

Para o Sinduscon-MG, as medidas fortalecem o mercado imobiliário, promovem mais empregos e impulsionam a economia. Já a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG) avaliou que elevar o teto de financiamento favorece uma parcela significativa da população e pode estimular também o segmento de luxo, além de ampliar a oferta de crédito no mercado ao liberar mais recursos da poupança para esse fim.

O que muda na prática

O objetivo é reorganizar o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, com foco em trabalhadores que ganham mais de 12 mil reais mensais. O anúncio cita exemplos de profissões que hoje não teriam direito aos financiamentos sob as regras antigas, e aponta que a nova estrutura busca respeitar a dignidade de morar bem.

  • O teto do imóvel sobe para 2,25 milhões.
  • Renda entre 12 mil e 20 mil passa a ter acesso ao financiamento.
  • Juros do SFH limitados a 12% ao ano.
  • Caixa financia até 80% do valor do imóvel.
  • Transição inicia em 2026 com mudanças graduais no direcionamento dos recursos da poupança.

Calendário e próximos passos

O governo informou que haverá um período de transição a partir de janeiro de 2026, com redução gradual do direcionamento obrigatório de recursos. O objetivo é permitir que o sistema bancário ajuste operações e que o mercado avalie os impactos reais da mudança.

Fontes do setor e declarações

As avaliações de CBIC, Sinduscon-MG e Secovi-MG destacam que as medidas devem estimular a atividade da construção civil, ampliar o crédito e manter a demanda por moradias. As lideranças ressaltam a importância de continuar monitorando os efeitos sobre o custo de financiamento, a oferta de imóveis e a geração de empregos.

Alterações também foram discutidas no contexto do SBPE, com a expectativa de maior flexibilidade para o uso dos recursos da poupança no financiamento imobiliário.

Em particular, o presidente da CBIC afirmou que a combinação entre FGTS e o novo crédito imobiliário tende a ampliar o acesso à moradia para faixas mais necessitadas, preservando a dignidade humana de ter um lar.

Mercado imobiliário e construtoras aguardam os desdobramentos práticos das mudanças, com a previsão de que novas estruturas de crédito possam fomentar negócios e investimentos no curto e médio prazo.

Fonte: O TEMPO

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