Crédito de Lula agita a classe média
By Iris Andrade
Mercado aposta em impulsos no crédito imobiliário da classe média com mudanças anunciadas
O governo anunciou, na manhã desta sexta-feira (10/10/2025), um conjunto de alterações no crédito habitacional voltado à classe média. Entidades do setor acreditam que as medidas podem aquecer o mercado, ampliar o acesso à moradia e estimular a geração de empregos na construção civil, mesmo em um cenário de juros elevados.
Principais mudanças
- Valor máximo financiável do imóvel passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
- Faixa de renda atendida passa a incluir famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil.
- Operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) com juros limitados a 12% ao ano.
- A Caixa Econômica Federal voltará a financiar até 80% do valor do imóvel.
Além disso, o governo informou que os depósitos nas cadernetas de poupança deixarão de ter parte retida compulsoriamente pelo Banco Central. O montante aplicado nessas contas servirá como referência para ampliar a concessão de crédito habitacional, fortalecendo o SFH.
Prazo de transição e regras do FGTS
A proposta prevê um período de transição a partir de janeiro de 2026, quando o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos para o crédito imobiliário será reduzido gradualmente. Ao fim do processo, os bancos poderão destinar o mesmo valor para aplicações livres.
Sobre o saque-aniversário do FGTS, o governo definiu que o trabalhador deverá aguardar 90 dias para a primeira operação e poderá realizar apenas uma retirada anual, mantendo controle sobre o uso dos recursos.
Reações do setor
O presidente da CBIC, Renato Correia, afirmou que o modelo está alinhado às restrições do FGTS e tende a ampliar o acesso à moradia para faixas mais carentes, além de oferecer mais flexibilidade aos recursos do SBPE.
O Sinduscon-MG considerou as medidas positivas para o setor, destacando benefícios à construção civil, à economia e à geração de empregos.
Flávia Vieira, vice-presidente da CMl-Secovi, ressaltou que o aumento do teto de financiamento favorece não apenas o setor de luxo, mas também o equilíbrio do mercado, ampliando a oferta de crédito e estimulando incorporadoras e construtoras.
Impactos esperados
Analistas veem potencial para maior disponibilidade de crédito, com a Caixa mantida como base do financiamento habitacional. A expectativa é de que o setor possa registrar mais negócios e, até 2026, a Caixa financie cerca de 80 mil novas moradias.
Entenda a proposta em síntese
A seguir, os pontos-chave divulgados pelo governo:
- Valor máximo do imóvel sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
- Faixa de renda atendida passa a abranger famílias entre R$ 12 mil e R$ 20 mil.
- Juros no SFH limitados a 12% ao ano.
- Caixa volta a financiar até 80% do valor do imóvel.
O objetivo é reorganizar o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito habitacional, mantendo o equilíbrio do Sistema, com um período de teste para avaliar impactos reais das mudanças.
Fonte conhecida no setor aponta que as medidas podem fortalecer o mercado imobiliário, aumentar a geração de empregos na construção civil e ampliar o acesso à moradia de famílias de maior renda, sem deixar de lado as faixas populares.
Fonte: O TEMPO