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Construção em outubro revela movimento surpreendente no setor

By Iris Andrade

SINAPI aponta alta de 0,27% em outubro; variação mensal fica abaixo de setembro

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registrou alta de 0,27% em outubro, abaixo da taxa de setembro, que foi de 0,50%. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 5,30%, também inferior ao patamar anterior de 5,58%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de R$ 1.872,24 em setembro para R$ 1.877,29 em outubro. Desagregado, os materiais responderam por R$ 1.071,42 e a mão de obra por R$ 805,87.

Com desoneração da folha de pagamento

Na leitura com a desoneração, as principais variações mostram:

  • Parcela dos materiais variando 0,31% (queda de 0,38% em agosto e 0,79% em outubro de 2024);
  • Parcela da mão de obra com variação de 0,22%;
  • Acumulados de janeiro a outubro: 3,52% (materiais) e 6,65% (mão de obra);
  • Acúmulo de 12 meses: 4,29% (materiais) e 6,73% (mão de obra).

Regiões destacam maior variação mensal em outubro:

  • Região Norte: 0,95% (maior variação entre regiões), com Pará puxando o índice para cima;
  • Nordeste: 0,27%;
  • Sudeste: 0,15%;
  • Sul: 0,20%;
  • Centro-Oeste: 0,21%.

Pará registra a maior alta mensal

Entre os estados, o Pará apresentou a maior taxa em outubro, 1,84%, com ganho influenciado por acordos coletivos.

SINAPI – Outubro de 2025 sem desoneração

Sem a desoneração, os números mostram:

  • Brasil: custo médio por m2 de 2.001,02; índice 1000,70; variação mensal 0,27%; 12 meses 5,41%;
  • Região Norte: custo médio 2.056,49; índice 1024,76; variação mensal 1,05%;
  • Pará: 2.021,96 (índice 969,32) com variação mensal de 2,08%;
  • Nordeste: 1.857,96; índice 1003,50; variação mensal 0,25%;
  • Sudeste: 2.050,84; índice 981,14; variação mensal 0,14%;
  • Sul: 2.151,96; índice 1028,94; variação mensal 0,18%;
  • Centro-Oeste: 1.902,37; índice 970,94; variação mensal 0,21%.

Observação: os números acima refletem o cenário sem a desoneração da folha de pagamento, com valores regionais correspondentes.

Fonte: Agência de Notícias IBGE

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