Como Paisagismo Afetivo Transformou o Cenário Brasileiro
By Iris Andrade
Paisagismo afetivo e brasilidade: a visão de Catê Poli e João Jadão
Em 2025, os renomados arquitetos e paisagistas brasileiros Catê Poli e João Jadão lançaram uma obra que ressalta a conexão entre natureza, cultura e memória urbana por meio do paisagismo. Conhecidos por assinar diversos projetos na CASACOR São Paulo, a dupla apresenta o “Jardim da Alameda”, um espaço que simboliza sua abordagem afetiva e brasileira na criação de jardins.
Um refúgio de cultura e biodiversidade
Localizado entre dois prédios tombados no Parque da Água Branca, o jardim foi pensado como um ambiente para desacelerar, refletir e fortalecer laços com as raízes do Brasil. As plantas nativas e tropicais, como jabuticabeiras e cambarás, foram cuidadosamente selecionadas para reforçar o diálogo com o bioma local, promovendo a biodiversidade e a identidade regional.
Conceitos que valorizam a cultura e a sustentabilidade
O projeto incorpora o conceito de paisagismo afetivo, onde história urbana, cultura popular e natureza se encontram harmoniosamente. Elementos sustentáveis, como vasos artesanais, jardineiras reaproveitadas e mobiliário de design nacional com formas orgânicas, reforçam o compromisso com a valorização da cultura local e a preservação ambiental.
Funcionalidade e bem-estar em um só espaço
Além da estética, o jardim inclui uma horta de chás e temperos, que é utilizada pelo restaurante e café do local, promovendo funcionalidade e bem-estar aos visitantes. A iluminação em LED, discreta e eficiente, cria uma atmosfera acolhedora que estimula o convívio social e a permanência no espaço.
Experiência de quem trabalha na integração entre arquitetura e paisagismo
Catê Poli, formada pela FAUUSP, possui vasta experiência em unir arquitetura, paisagismo e sentimento, enquanto João Jadão, especialista em Arquitetura da Paisagem e vice-presidente da Associação Nacional de Paisagismo, agrega seu conhecimento na criação de ambientes que priorizam o entorno e o uso consciente dos recursos.
Uma proposta para reconexão e reflexão
Segundo os profissionais, o paisagismo deve ser um convite à desaceleração, proporcionando um respiro na rotina urbana. O “Jardim da Alameda” representa uma filosofia que celebra o verde brasileiro, a memória coletiva e a convivência consciente entre humanos e natureza. Mais do que criar jardins, Poli e Jadão oferecem uma experiência sensorial que deixa marcas duradouras na cidade e em seus moradores.
Contribuições para a cultura e a cidade
Com sensibilidade e brasilidade, a dupla transforma o espaço em uma ferramenta de conexão emocional, estimulando a reflexão sobre o papel do verde na vida urbana. O projeto evidencia o valor do paisagismo afetivo na valorização da cultura brasileira e na construção de espaços que promovem o bem-estar coletivo.
Fonte: Jornal Mais Expressão