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Como mansões flutuantes redefinem o luxo?

By Iris Andrade

Mansões flutuantes elevam o luxo no mercado náutico, com iates de alto padrão que se aproximam de verdadeiras residências sobre a água. O tema ganhou destaque no São Paulo Boat Show 2025, realizado entre 18 e 23 de setembro, quando estaleiros apresentaram projetos que unem conforto, personalização e tecnologia de ponta.

Iates que parecem casas

O estaleiro Intermarine mostrou o modelo 25M, um superiate com 230 metros quadrados de área útil e 25 metros de comprimento. O projeto prevê quatro suítes, incluindo uma cabine máster de 26 metros quadrados, além de uma varanda lateral de oito metros. Os espaços internos são amplos o suficiente para receber um bar, sofás de design, mesa de jantar e até jacuzzi.

Cada detalhe pode ser personalizado. Segundo Roberta Ramalho, CEO da Intermarine, há um time dedicado de engenheiros, arquitetos e especialistas navais para adaptar o barco à personalidade do cliente e às possibilidades técnicas. O preço estimado é de cerca de R$ 40 milhões. A empresa já registra compradores; dois 25M foram vendidos a dois irmãos, com pedidos distintos, como uma pista de dança no deque principal e um lounge para receber familiares.

Parcerias para elevar o padrão a bordo

Para viabilizar as opções de bem-estar, a Intermarine fechou parceria com a italiana Technogym, reconhecida por equipar espaços fitness de prédios de alto padrão. A meta é montar uma estação de exercícios compacta em qualquer barco, mantendo a agenda de atividades físicas do proprietário mesmo em alto-mar.

Outras opções de alto luxo em construção

Além do Intermarine 25M, o mercado tem mostrado outros exemplos de barcos com traços de mansão. A Triton Yachts, presente no evento, comercializou duas unidades de sua lancha Flyer 32 ainda na fase de projeto, com preço a partir de R$ 950 mil. A aeronavegação de praia é reforçada por uma plataforma lateral que se abre como um beach club, com área gourmet, solários e espaços relax.

Conexão contínua entre mar e casa

A demanda por conforto a bordo vai além do design. A evolução da conectividade por satélite permite internet de alta velocidade a bordo, contribuindo para que muitos clientes passem mais tempo na marina, às vezes mantendo atividades de trabalho durante a semana. Marinas com infraestrutura completa passam a apoiar famílias que veem a embarcação como segunda residência de verão, com custos de diárias que variam conforme o tamanho da embarcação.

Inspirações terrestres e novos empreendimentos

No litoral catarinense, o conceito náutico inspira empreendimentos imobiliários. O Yachthouse by Pininfarina, em Balneário Camboriú, destaca uma carenagem na fachada com painéis de fibra náutica para remeter ao desenho de uma proa de barco. Em Itapema, o projeto Charles II Yacht Royal Home by Okean, em parceria com o estaleiro Okean, está previsto para abril de 2026. O edifício de 70 pavimentos terá marina para até 100 jets e um atracadouro direto, com a torre de 252 metros integrando referências náuticas em áreas comuns, rooftop e portaria. Os apartamentos variam em torno de 200 a 439 metros quadrados, com preços de saída estimados em R$ 6 milhões e valor geral de venda (VGV) superior a R$ 600 milhões.

O que isso significa para o mercado

A convergência entre imóveis de alto luxo e a indústria náutica aponta para um novo patamar de conforto e personalização. Barcos comprados ainda “na planta” já viraram prática mais comum, com clientes buscando transformar as embarcações em extensões de suas residências, equipadas com espaços de convivência e bem-estar que antes eram exclusivos de imóveis terrestres.

Fonte de referência

Fonte: Valor Econômico

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