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Classe média conquista crédito imobiliário

By Iris Andrade

Crédito imobiliário para classe média é ampliado

Um novo modelo de financiamento imobiliário foi anunciado recentemente, com foco em famílias cuja renda mensal fica entre R$ 12 mil e R$ 20 mil. Segundo o programa, é possível comprar imóveis de até R$ 2,25 milhões, com a Caixa Econômica Federal financiando até 80% do valor de imóveis novos. A taxa de juros não pode ultrapassar 12% ao ano.

Quem se beneficia

Além de facilitar o acesso à casa própria para a faixa de renda mencionada, o programa oferece vantagens para empresários ao reduzir o peso dos juros em relação a outras referências do mercado. A proposta também atende a uma parcela da população que tinha dificuldade de obter crédito para aquisição de imóveis.

Reações do setor

O anúncio foi recebido com otimismo por entidades do setor. Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), afirmou que as mudanças alteram o cenário da habitação no Brasil, com foco na classe média, considerada carente de fontes estáveis de financiamento.

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, também elogiou a política. Ele disse que o sistema, aliado à Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), representa dois acertos para enfrentar a taxa básica de juros elevada, hoje em torno de 15% ao ano. Petrucci relembrou ainda que a entidade participou de diálogos com autoridades para contribuir com a formulação anunciada.

Trabalho conjunto e contexto

Segundo Petrucci, houve um esforço conjunto com ministérios, o Banco Central (BC) e a Caixa Econômica Federal para apresentar estudos, críticas e sugestões que auxiliaram na adequação da proposta apresentada no início do mês. Ele destacou que o BC já discutia mudanças radicais nas operações do SBPE, e que o trabalho institucional ajudou a moldar o modelo final.

Especialistas afirmam que a medida representa uma resposta à Selic elevada e pode ampliar o acesso ao crédito para uma parte da população que tinha dificuldade de financiamentos, contribuindo para o movimento de consumo e infraestrutura habitacional no país.

Fonte: A Tribuna

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