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Cimento que respira e pode transformar a arquitetura do futuro

By Iris Andrade

Pesquisadores desenvolvem material de construção que funciona como organismo vivo

Uma equipe de cientistas da Escola Politécnica Federal de Zurique criou um novo tipo de material de construção que tem características de um organismo vivo. Esse material, feito com bactérias fotossintéticas, é capaz de crescer ao ser exposto à luz do sol e ainda desempenha uma função importante na captura de dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera.

Como funciona o material

O segredo está na combinação entre biologia e tecnologia. A composição inclui um hidrogel especial, que é uma espécie de gel capaz de reter muita água, no qual são incorporadas cianobactérias – microrganismos que realizam fotossíntese. Usando impressão 3D, os pesquisadores controlam a distribuição da luz e dos nutrientes, garantindo a sobrevivência das bactérias por períodos superiores a um ano.

Com apenas iluminação solar, água enriquecida e CO₂ do ar, as bactérias produzem biomassa ao mesmo tempo em que absorvem gases poluentes, funcionando como um verdadeiro sumidouro de carbono.

Processo de fabricação e sua importância

A impressão 3D é essencial para dar forma às estruturas e criar canais internos que regulam a entrada de luz e nutrientes. Assim, cada peça consegue se manter viva por mais de um ano, além de oferecer durabilidade e adaptação à sua função como elemento de construção.

Aplicações e testes no mundo real

Estruturas de até três metros de altura estão sendo testadas na prática, em eventos como a Bienal de Arquitetura de Veneza, onde blocos de material captar até 18 quilos de CO₂ ao ano – quantidade equivalente à absorvida por um pinheiro adulto.

Executivos do setor da construção podem utilizar esse material como revestimento de paredes e fachadas, transformando os edifícios em “filtradores vivos de carbono”. O melhor de tudo: esse sistema funciona de forma autônoma, recebendo energia apenas da luz solar, sem necessidade de eletricidade ou máquinas mecânicas.

Arquitetura regenerativa

Segundo os pesquisadores, essa inovação representa uma mudança radical na forma de construir. Projetos arquitetônicos do futuro poderiam incluir edifícios que crescem e se adaptam ao ambiente, ajudando na recuperação do equilíbrio ecológico das cidades. Essa tecnologia tem potencial para reduzir o impacto ambiental e até ajudar na reversão do aquecimento global.

Para mais detalhes, a fonte de referência foi gizmodo.

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