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Cidades que surpreendem na atração imobiliária no segundo trimestre

By Iris Andrade

Market Imobiliário Brasil mostra movimento intenso no 2º trimestre de 2025

De acordo com o mais recente levantamento, o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil revelou um quadro de expressivos avanços e declínios nas cidades brasileiras durante o segundo trimestre de 2025. Sorocaba (SP), Belém (PA) e Santo André (SP) ficaram em destaque com saltos significativos nos rankings de atratividade, enquanto Salvador (BA) enfrentou uma forte retração em todos os setores.

Dados e metodologia do estudo

O relatório é baseado na quarta rodada do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), que analisou 77 cidades do país com potencial para investimento em imóveis residenciais verticais. Desenvolvido pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o índice utiliza dados de transações reais, anonimizados e não autodeclarados, oferecendo uma ferramenta estratégica e inovadora para investidores e gestores públicos.

O objetivo é fornecer informações confiáveis, acessíveis gratuitamente via plataforma digital, facilitando o acompanhamento de tendências, a comparação de cenários e a tomada de decisões precisas em um setor que encara desafios de eficiência operacional.

Impactos por faixa de renda

Padrão econômico | Renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil

Esse segmento demonstrou movimentações relevantes. São Paulo retornou ao topo do ranking, empatada na segunda colocação com Curitiba e Fortaleza, impulsionada por lançamentos recentes que aumentaram a atratividade. Sorocaba também avançou duas posições, assumindo a quinta colocação.

Aracaju se destacou ao subir três posições, refletindo uma economia local mais aquecida e maior demanda imediata. Já o Rio de Janeiro recuperou espaço, saltando do 12º para o 9º lugar, por conta da valorização de novos empreendimentos. Quem sofreu impacto negativo foi Salvador, que, após um bom desempenho no trimestre anterior, perdeu seis posições e agora ocupa o 12º lugar.

  • Top 5 do ranking econômico:
    • Curitiba (PR) – 0,877
    • São Paulo (SP) – 0,853
    • Fortaleza (CE) – 0,847
    • Goiânia (GO) – 0,743
    • Sorocaba (SP) – 0,724

Perfil médio | Renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil

Para essa faixa, Curitiba destacou-se ao alcançar a terceira colocação, superando o Rio de Janeiro, com avanços na atratividade de lançamentos antigos e novos. Sorocaba foi o grande destaque, subindo oito posições e consolidando-se entre as cinco primeiras, sendo a única cidade não capital a atingir essa colocação.

O Rio de Janeiro sofreu uma pequena queda de posições, ficando em sexto lugar, afetado pela menor atratividade em novos lançamentos. Salvador também passou para a 12ª posição. Em contrapartida, Belém conseguiu uma recuperação notável, saltando 17 posições, chegando à 18ª colocação graças ao aumento na atividade de novos lançamentos.

  • Top 5 do ranking médio padrão:
    • Goiânia (GO) – 0,805
    • São Paulo (SP) – 0,797
    • Curitiba (PR) – 0,772
    • Brasília (DF) – 0,731
    • Sorocaba (SP) – 0,724

Segmento de alto padrão | Renda superior a R$ 24 mil

No mercado de alto padrão, Brasília avançou para a terceira posição, superando Fortaleza, graças ao aumento na oferta de terceiros e na atratividade de lançamentos de alto padrão. Sorocaba destacou-se ao subir nove posições, entrando entre as dez cidades mais atrativas, refletindo forte demanda por empreendimentos de luxo.

Santo André também apresentou progresso, saltando 12 posições e chegando ao 16º lugar — embora ainda considerada na faixa de atratividade média. O crescimento foi impulsionado pelo aumento na atividade de novos lançamentos de alto padrão.

  • Top 5 do ranking alto padrão:
    • São Paulo (SP) – 0,809
    • Goiânia (GO) – 0,790
    • Brasília (DF) – 0,767
    • Fortaleza (CE) – 0,719
    • Florianópolis (SC) – 0,681

Perspectivas e análises

Segundo Gabriela Torres, Gerente de Inteligência Estratégica do Ecossistema Sienge, a quarta edição do IDI Brasil destaca a importância de monitorar as mudanças regionais. “Cidades emergentes como Sorocaba e Belém mostram recuperação forte e demanda regional crescente. Enquanto isso, os centros tradicionais permanecem na liderança, refletindo diferentes comportamentos por faixa de renda,” explica.

O presidente do Conselho da CBIC, José Carlos Martins, reforça o papel do índice na tomada de decisões estratégicas, afirmando que “ele permite antecipar movimentos e reduzir riscos ao orientar investimentos e políticas públicas com base em dados concretos,”.

Já Cristiano Rabelo, CEO do Grupo Prospecta, ressalta a importância de compreender as diferentes demandas regionais para alinhar projetos às expectativas de cada comprador. “O segredo é separar o que é importante do que é extremamente importante para o cliente, assim o projeto tende a ser bem-sucedido,” afirmou.

Metodologia

O índice combina seis indicadores principais, ponderados por especialistas, que avaliam demanda, dinamismo econômico, ofertas de terceiros e o mercado de lançamentos antigos e novos. A partir desses critérios, calcula-se uma pontuação de 0,000 a 1,000, categoria que classifica as cidades em Muito Alta, Alta, Média, Baixa e Muito Baixa atratividade.

Esse sistema oferece uma visão confiável e estratégica para quem atua no setor imobiliário, contribuindo para o planejamento de investimentos equilibrados e sustentáveis.

Sobre os parceiros

O Sienge é um líder em tecnologia para a construção civil e o mercado imobiliário há mais de 30 anos, apoiando mais de 9 mil clientes no Brasil. A solução do CV CRM oferece uma jornada completa de marketing e vendas, atendendo milhares de imobiliárias e corretores. O Grupo Prospecta é reconhecido por sua expertise em inteligência de mercado, enquanto a CBIC atua como ente representativo do setor da construção no país.

Contatos para imprensa

  • Sienge, CV CRM e Prospecta: starian@vcrp.com.br
  • CBIC: imprensa@cbic.org.br

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