Chehel Sotoun no Irã atrai turismo cultural
By Iris Andrade
Restauro do Palácio Chehel Sotoun em Isfahan, Irã: um passo para ampliar o turismo cultural
As obras de recuperação do Palácio Chehel Sotoun, em Isfahan, avançam com foco não apenas na estrutura, mas também na paisagem que o envolve. A iniciativa visa devolver ao conjunto a imponência de um pavilhão real do século XVII, integrando paisagem e arquitetura de forma mais harmoniosa e fortalecendo a posição de Isfahan como polo cultural no país e internacionalmente.
Contexto e objetivos do projeto
Chehel Sotoun, cujo nome significa “Quarenta Colunas” em persa, é um marco emblemático da era Safávida. O projeto atual privilegia o iwan, o pórtico principal, uma característica central do palácio. A equipe de preservação destacou que as colunas do iwan estavam há anos sem limpeza adequada, comprometendo sua conservação. O restauro busca, portanto, limpar, conservar e reforçar as colunas, mantendo a aparência original enquanto assegura a durabilidade para as próximas gerações.
Elementos do restauro
- Estrutura e paisagem: limpeza detalhada das colunas do iwan e tratamento com óleo para preservar a cor e a resistência.
- Iluminação e segurança: modernização do sistema de iluminação para realçar a arquitetura e melhorar a experiência de visitas noturnas, com investimento estimado em cerca de 10 bilhões de riais (aproximadamente US$ 10 mil).
- Interior e decoração: restauração do trabalho em espelho, azulejos históricos e pinturas que adornam salas e tetos.
- Medidas preventivas: avaliação patológica da estrutura para identificar danos por umidade e cupins, com ações preventivas para evitar novos estragos.
Melhorias nos arredores e experiência do visitante
Além das intervenções no palácio, o planejamento prevê a revitalização de áreas verdes ao redor, incluindo plantio de flores, renovação de fontes e do lago do complexo. O objetivo é proporcionar um ambiente mais contemplativo e completo para os visitantes, combinando a grandiosidade da construção com a beleza dos jardins.
Considerações sobre o acesso durante a restauração
Os responsáveis asseguram que as obras devem ocorrer com impacto mínimo sobre a visitação. A limpeza das colunas, por exemplo, está prevista para ser concluída em um período de dois meses, permitindo que os visitantes continuem a desfrutar do sítio enquanto os trabalhos seguem.
Importância histórica e contribuição para o turismo cultural
Chehel Sotoun, erguido sob o reinado de Xá Abbas II no século XVII, é célebre pela simbiose entre arquitetura e arte persa, incluindo a famosa ilusão das “quarenta colunas” refletidas na água da piscina em frente ao palácio. Hoje, funciona como museu e símbolo da herança safávida, atraindo interesse de turistas que desejam compreender a história persa.
O restauro se insere na estratégia mais ampla de promover o turismo cultural no Irã, valorizando o patrimônio nacional e reforçando a Isfahan como núcleo histórico reconhecido pela UNESCO. Com as intervenções, espera-se manter o Chehel Sotoun como referência de arquitetura, arte e história, ampliando o potencial de visitas nacionais e internacionais.
Ao final das obras, o palácio deverá apresentar uma aparência mais moderna e vibrante, sem perder a essência histórica que o tornou um dos maiores símbolos da cultura iraniana. O conjunto de ações anunciadas está alinhado aos esforços do governo para preservar o patrimônio cultural e atrair mais visitantes aos seus marcos históricos.
Fonte: Travel And Tour World