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CBIC e governo avaliam reajuste do teto MCMV

By Iris Andrade

CBIC encontra-se com o governo para discutir reajuste do teto da Faixa 2 do Minha Casa Minha Vida

Em 12 de novembro de 2025, o vice‑presidente da área de Habitação de Interesse Social da CBIC, Clausens Roberto de Almeida Duarte, reuniu‑se com o secretário‑executivo do Ministério das Cidades para tratar do teto dos imóveis nos quadrantes que ficaram fora da proposta aprovada pelo FGTS. O objetivo era avaliar alternativas para ampliar o alcance do programa Minha Casa Minha Vida e facilitar a atuação de famílias enquadradas nas Faixas 1 e 2.

Entre as medidas aprovadas recentemente, o governo elevou os limites de crédito entre 4% e 8%, o que deve beneficiar 263 municípios. A expectativa é de que esses reajustes estimulem a oferta de imóveis e incentivem, consequentemente, a contratação de famílias com renda relevante para as Faixas 1 e 2 do MCMV.

Quadrantes contemplados pela expansão

  • I – Metrópoles nacionais e seus arranjos populacionais com população superior a 100 mil habitantes (recortes A1, A2 e A3);
  • II – Metrópoles com população entre 100 mil e 300 mil habitantes (recorte B3);
  • III – Capitais regionais com população entre 100 mil e 300 mil habitantes (recorte C3);
  • IV – Centros sub-regionais, de zona e locais com população entre 100 mil e 750 mil habitantes (recortes D2 e D3).

Apesar do avanço, a CBIC alertou que a proposta não considera as diferenças estruturais entre cidades do mesmo porte, como custo de materiais, valor de terrenos e salários médios, fatores que influenciam a viabilidade de empreendimentos.

“O último reajuste da Faixa 2 ocorreu há mais de dois anos. Nessa época, a inflação acumulada chegou a cerca de 15%. O setor tem sentido os efeitos disso, com dificuldades para lançar e vender empreendimentos enquadrados principalmente na Faixa 2, destinada a famílias com renda mensal de até R$ 4.700”, afirmou Duarte.

A CBIC defende que o novo teto inclua também municípios com mais de 300 mil habitantes que não se enquadram como metrópoles nacionais, levando em conta custos regionais de produção, inflação setorial e padrões mínimos de qualidade construtiva.

Durante a reunião, o Ministério das Cidades sinalizou abertura para revisar o alcance da medida e realizar novos estudos para ampliar o número de beneficiados. A mudança está prevista para começar a valer em janeiro de 2026.

Participaram do encontro o economista Luís Fernando Mendes, consultor da CHIS, a consultora técnica da CBIC Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves e representantes regionais da entidade: Ubirajara Marques (Norte), Alan Vieira (Nordeste), Daniela Ferrari Toscano de Brito (Sudeste), Carolina Lacerda (Centro‑Oeste) e Oliver Viezzer (Sul).

Com o objetivo de monitorar o andamento do tema, a CBIC reforça a necessidade de ajustes que levem em conta as particularidades regionais, sem comprometer a ampliação do acesso à moradia para as famílias de menor renda.

Fonte: CBIC

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