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CBIC aponta construção para baixo carbono

By Iris Andrade

CBIC reforça papel da construção na transição para economia de baixo carbono no Greenbuilding Brasil

A Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) participou, nesta quinta-feira, 6 de novembro de 2025, do Greenbuilding Brasil: Conferência Internacional. O evento, promovido pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e pela World Green Building Council (WGBC) com apoio de SindusCon-SP, com participação do Comasp e da própria CBIC, ocorreu no Arquipeo, em São Paulo (SP).

Na abertura, o presidente da CBIC, Renato Correia, destacou a importância da parceria com o GBC Brasil, destacando o papel estratégico da construção para a competitividade, inovação e sustentabilidade. Correia afirmou que o setor é protagonista na transição para uma economia de baixo carbono, ao mesmo tempo em que tem a responsabilidade de reduzir emissões e gerar impactos positivos nas cidades.

Dividindo o palco com Correia estiveram o presidente do Conselho Diretor do GBC Brasil, Raul Penteado; Vinícius Araújo, diretor sênior de Estratégia e Marketing da Saint-Gobain; e Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP.

Painéis e debates relevantes

O primeiro painel, Das promessas ao progresso: impulsionando a ação climática por meio das edificações, contou com Cristina Gamboa (CEO do World Green Building Council), Emmanuel Normant (vice-presidente global da Saint-Gobain) e Alejandro Prada (diretor de Estratégia do BID Invest). A autora enfatizou a relevância do setor na descarbonização global e defendeu o fortalecimento de parcerias entre empresas e governos para acelerar a transição para uma economia mais limpa.

No painel seguinte, Liderança em Ação: Mensagens sobre Água e Qualidade do Ar Interno, participaram Leonardo Cozac (presidente da Abrava), Francisco Vasconcelos (vice-presidente do SindusCon-SP) e representantes do Water Positive Think Tank, destacando temas centrais para a sustentabilidade.

Durante o debate, foi lançada a ferramenta CEHídrica, plataforma criada pelo SindusCon-SP em parceria com o Ministério das Cidades, que permite calcular a pegada hídrica de empreendimentos com base no volume de água consumido. A CBIC também apresentou o conceito Water Positive, que propõe práticas de conservação e regeneração da água para equilibrar o ciclo hidrológico.

O painel seguinte, Resiliência e Adaptação Climática: Políticas Públicas, Práticas e Soluções, contou com Lilian Sarrouf (Comasp/SindusCon-SP), Katia Souza (RIOURBE), Andiara Campanhoni (Ministério das Cidades) e Douglas Meireles (Saint-Gobain). Katia apresentou o projeto Comunidade do Aço, selecionado para a COP30, com 704 unidades habitacionais e certificação de sustentabilidade, enquanto Douglas alertou para o peso das emissões de CO₂ do setor, que também gera considerável volume de resíduos.

Após o almoço, o painel Novos Critérios e Produtos Financeiros e a Indústria da Construção reuniu Diogo Castro (Noustrum Partners), Simon McWhirter (UKGBC) e Luis Alejandro (IDB Invest). Os participantes discutiram desafios de dados e financiamento da agenda ESG, ressaltando que investimentos em sustentabilidade trazem retorno financeiro e que é preciso ficar atento aos riscos de greenwashing.

Em seguida, Mara Luísa Alvim Motta, gerente nacional de Finanças Sustentáveis da Caixa Econômica Federal, apresentou a plataforma BIPC, lançada recentemente para calcular o carbono incorporado de empreendimentos, desenvolvida com apoio da CBIC.

O painel COP30: A Agenda do Movimento de Edificações Verdes discutiu o papel das edificações na agenda climática global. Audrey Nugent, do World GBC, destacou que a COP30 será um mutirão global de ação climática com foco em implementação, inclusão e inovação.

Para encerrar, o arquiteto Laurent Troost, sócio da TROOST + PESSOA Architects, apresentou o painel Projetos de Ponta: Da Amazônia para o Mundo, reforçando que a construção sustentável já dispõe de recursos tecnológicos e defendendo maior ousadia na adoção de práticas verdes no setor.

Impactos e desdobramentos

Entre as novidades apresentadas, destacam-se ferramentas de avaliação de impacto hídrico, iniciativas de mensuração de carbono e plataformas de financiamento voltadas à sustentabilidade. A conferência reforçou que a construção civil tem condições de avançar na descarbonização por meio de parcerias entre setor público, privado e entidades internacionais, aliando inovação, gestão de recursos hídricos e eficiência energética.

Os participantes também ressaltaram a importância de evitar greenwashing e de consolidar dados de ESG para ampliar a credibilidade dos investimentos imobiliários sustentáveis.

Contribuições da CBIC

A CBIC reiterou seu papel como líder setorial na transição para uma economia de baixo carbono, destacando a necessidade de modernizar práticas, reduzir emissões e promover impactos positivos nas cidades.

Fonte: CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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