Burry cancela fundo nos EUA e vira notícia
By Iris Andrade
Investidor Michael Burry encerra registro de fundo nos EUA e direciona foco para novas estratégias
O investidor Michael Burry, reconhecido por prever o crash imobiliário de 2008 retratado no filme A Grande Aposta, encerrou o registro de seu hedge fund, o Scion Asset Management, nos EUA. Segundo dados da Securities and Exchange Commission (SEC), o status do registro foi listado como encerrado em 10 de novembro, o que implica que o fundo não é mais obrigado a apresentar relatórios regulatórios.
O que significa o encerramento
Com o registro encerrado, o Scion deixa de se submeter à obrigação de reporte a órgãos reguladores dos EUA e a estados, conforme a própria SEC. O fundo, que administrava ativos de cerca de US$ 155 milhões em março, passa a operar fora do regime de registro.
Contexto e indicações públicas
Na última quarta-feira, Burry utilizou a plataforma X para sinalizar uma mudança de rumo, dizendo que pretende focar em “coisas muito melhores” a partir de 25 de novembro. A declaração sugere uma transição de foco para outras oportunidades de investimento.
Avaliação de especialistas
A decisão foi analisada por observadores do mercado. Bruno Schneller, administrador da Erlen Capital Management, sugeriu que o movimento não parece uma desistência, mas sim um afastamento de um jogo que ele considera fundamentalmente questionável à luz de controvérsias contábeis em grandes empresas de tecnologia.
Segundo Schneller, empresas como Microsoft, Alphabet (Google), Oracle e Meta investem bilhões em chips e servidores de fornecedores de hardware, o que, na visão de Burry, poderia levar a alterações nos cronogramas de depreciação para apresentar lucros mais estáveis, potencialmente inflando lucros entre 2026 e 2028.
Sobre a trajetória de Burry
- Famoso pela aposta contrária ao mercado imobiliário subprime, evento amplamente descrito em livros e filmes.
- Possui um perfil no X intitulado “Cassandra Unchained”, aludindo à figura mitológica que profetizava verdades não reconhecidas pela maioria.
Fonte: Reuters