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Barsi: bancos sobem, elétricas baratas

By Iris Andrade

Barsi aponta veredito sobre BBAS3; ações sobem e elétricas exibem desconto atrativo

A bolsa brasileira registrou movimentos relevantes ao longo da semana, com o Banco do Brasil (BBAS3) no centro das atenções graças às colocações de Luiz Barsi, além de um impulso recente em ações de energia elétrica que aparecem com preços mais convidativos. Em meio a diferentes cenários setoriais, investidores observaram o potencial de valorização e os riscos ligados ao agronegócio.

1. BBAS3 em foco: o veredito de Barsi

O Banco do Brasil segue entre as favoritas de muitos investidores, mesmo após uma fase de desvalorização causada pela queda de lucros e pelo isolamento de fatores adversos no agronegócio. Nesse contexto, surgem dúvidas sobre se é momento de vender ou manter a posição. Para Luiz Barsi, o maior investidor pessoa física da Bolsa, vender não é a melhor estratégia. Ele relembra que o BB já enfrentou crises antes e enfatiza que manter o papel pode fazer parte de uma visão de longo prazo.

2. BBAS3 reage a medidas governamentais

As ações da instituição chegaram a registrar alta de cerca de 18% em meio à divulgação de uma medida provisória do governo. O movimento do título reflete expectativas de apoio regulatório que poderiam amenizar impactos decorrentes de desafios operacionais e de rentabilidade, especialmente em um ambiente de incerteza no agronegócio.

3. Elétricas em ascensão: descontos atraentes atraem compras

As ações do setor de energia elétrica foram destaque, com o índice que acompanha as empresas do ramo registrando desempenho superior ao Ibovespa neste ano. Entre os grifos, Energisa e Equatorial apresentaram altas próximas de 34% e 37%, respectivamente. Analistas do Safra revisaram os preços-alvo, elevando as perspectivas para Equatorial e Energisa para dentro de faixas que sugerem potenciais de alta de 16% e 18%. A leitura é de que as elétricas estariam oferecendo descontos relevantes para quem busca oportunidades de compra no curto e médio prazo.

4. Bradesco anuncia pagamento de JCP

O Bradesco informou que fará o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) totalizando 3 bilhões de reais. O benefício será rateado em 0,27014 reais por ação ordinária e 0,2971 reais por ação preferencial. Os acionistas com registro até 29 de setembro terão direito ao benefício, com as ações negociando ex-juros a partir de 30 de setembro.

5. BMG vem com retorno de dividendos elevado

O Banco BMG (BMGB4) aparece nos relatos como uma opção com retorno de dividendos de cerca de 10%, considerado um dos melhores do mercado, ainda que a ação tenha ficado aquém do Ibovespa no ano. Em termos de valor, o papel é negociado a aproximadamente 0,6 vez o valor patrimonial (P/BV), o que, segundo a avaliação de executivos, reforça o atrativo relativo frente a outras instituições.

6. Contexto: o papel do agronegócio na saúde das instituições

Mesmo com sinais de recuperação em alguns pontos, o setor de agronegócio continua como um fator de risco relevante para instituições como o BB, dada a piora observada na inadimplência. Estudos internos apontam que indicadores de 90 dias, que vinham em torno de 1%, passaram para 3% e chegaram a 4% em determinados segmentos, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo da carteira rural.

7. Perspectivas e leitura de mercado

O momento deixa autoridades de mercado atentas às consequências de medidas regulatórias e às dinâmicas entre rentabilidade, dividendos e valuation setorial. Enquanto BBAS3 pode se beneficiar de lucros estáveis e de uma postura de longo prazo defendida por investidores acima da média, o apelo por elétricas com desconto vem ganhando espaço entre analistas que buscam retornos com base em cenários regulatórios e de demanda por energia.

Fonte: Money Times

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