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Arquitetura aponta o futuro das cidades

By Iris Andrade

14ª Bienal Internacional de Arquitetura discute o futuro das cidades

A 14ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo volta ao Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera, oferecendo entrada gratuita. O evento acontece de 18 de setembro a 19 de outubro e reúne propostas que relacionam arquitetura, urbanismo, design e paisagismo em resposta às mudanças climáticas.

Com o tema Ocupar para o Clima, a mostra propõe que a arquitetura seja uma ferramenta para enfrentar impactos do aquecimento global e construir cidades mais sustentáveis. Ao todo, estão expostos mais de 150 projetos de 25 países e diversas organizações regionais, além de trabalhos de 17 estados brasileiros que representam todas as regiões.

A participação internacional ganha destaque neste ano, com presença de representantes da China, da França e da União Europeia, fortalecendo a troca de ideias entre continentes sobre soluções urbanas e ambientais.

Retorno ao formato de arena

A decisão de reabrir o pavilhão Oca, no parque paulistano, visa concentrar diversas visões de arquitetura, urbanismo e paisagismo em um único espaço. A curadoria descreve o local como uma arena onde propostas de diferentes correntes dialogam entre si, criando um cenário de debates que desafiam o visitante a refletir sobre suas escolhas.

Raquel Shenkman, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp), ressalta que a Bienal representa uma tradição de mais de 70 anos de história, desde suas raízes em 1951. O objetivo atual é reunir vozes distintas em um evento que continua sendo uma das maiores plataformas de arquitetura das Américas.

O espaço de quatro pisos da Oca é concebido para promover confrontos criativos entre perspectivas diversas, evitando uma narrativa única e incentivando a participação do público na leitura das propostas.

Projetos em destaque

  • The Green Path Panamá (Panamá): uma rede urbana baseada em evidências que busca promover a mobilidade a pé conectando cinco bairros por meio de corredores verdes, recuperação de rios e incentivo à mobilidade ativa.
  • Eixo Platina e Platina 220 (Brasil): o edifício Platina 220, no Tatuapé, região leste, com 172 metros de altura e 50 andares, surge como parte de uma nova centralidade. O projeto visa abrigar lojas, hotel, unidades residenciais, áreas comerciais e lajes corporativas, com o objetivo de atrair empresas e reduzir deslocamentos para outras áreas da cidade.
  • LIFE COSTadapta (Espanha): situado nas Ilhas Canárias, a proposta defende soluções brandas para enfrentar a subida do nível do mar, combinando barreiras naturais com estruturas em betão ecológico. A ideia é criar charcos de maré artificiais e recifes com geometrias adaptativas que protegem a costa e funcionam como espaço público e educativo.

Entre os participantes, a organização destaca a diversidade de soluções que vão desde intervenções de uso cotidiano até propostas de grande escala, reforçando a ideia de que a adaptação climática pode ganhar formas concretas no design urbano.

14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo – Pavilhão da Oca, Parque do Ibirapuera. De 18 de setembro a 19 de outubro. Gratuito.

Fonte: VEJA SÃO PAULO

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