Arquitetos descobrem caminhos para frear mudanças climáticas
By Iris Andrade
Arquitetos discutem soluções para reduzir mudanças climáticas
Especialistas em arquitetura e urbanismo se reuniram nos últimos dias em Brasília para debater como o planejamento urbano pode influenciar as mudanças climáticas e a resiliência das cidades. O encontro ocorreu durante a Conferência Internacional CAU 2025, promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e reuniu cerca de 4,5 mil profissionais. O evento foi encerrado no sábado, 6 de setembro de 2025.
Entre os temas centrais, destacou-se a percepção de que a geografia urbana pode contribuir negativamente para as emissões de gases de efeito estufa, especialmente no contexto dos preparativos para a COP 30, prevista para novembro em Belém.
Durante os painéis, os palestrantes discutiram os desafios da arquitetura para diminuir os efeitos das mudanças climáticas e tornar as cidades mais resilientes a enchentes e outros desastres naturais. Os debates ressaltaram a necessidade de soluções que aliem sustentabilidade a desenvolvimento urbano, com foco em tornar os ambientes urbanos mais justos e adaptáveis ao clima.
Patrícia Sarquis Herden, presidente do CAU/BR, afirmou que o evento promove debates essenciais para a sociedade, destacando a atuação da entidade em temas como habitação, mobilidade, mudanças climáticas e inclusão.
Também foram abordados temas como o direito à cidade para pessoas LGBTQIAPN+, justiça ambiental e a participação de povos originários no processo de planejamento urbano.
Impactos práticos e encaminhamentos
- Discussões apontaram diretrizes para tornar a prática arquitetônica mais sustentável e capaz de enfrentar eventos climáticos extremos.
- Houve ênfase na adaptação de bairros e infraestrutura para reduzir vulnerabilidades frente a enchentes e desastres naturais.
- A COP 30, que acontecerá em Belém, foi citada como marco para avanços em financiamento climático e cooperação internacional.
O CAU/BR ressaltou que a conferência reforçou a necessidade de combinar inovação, equidade e responsabilidade ambiental no desenho das cidades.
Fonte: Agência Brasil