Aluguel curto em condomínios provoca debates
By Iris Andrade
Aluguel de curta duração em condomínios divide opiniões e levanta debates sobre regras internas
O aluguel de imóveis por temporadas curtas dentro de condomínios tem ganhado destaque no cenário imobiliário brasileiro. Embora ofereça aos proprietários uma nova fonte de renda, o formato tem gerado debates sobre convivência, segurança e uso das áreas comuns.
O tema envolve o equilíbrio entre o direito de cada proprietário e o bem-estar da coletividade que vive em condomínios. O Mercado aponta para a legislação vigente, que ampara locações de até 90 dias, mas também ressalta a importância de respeitar as regras de convivência previstas nas convenções condominiais e nos regimentos internos.
Dados do IBGE indicam que 42,2 milhões de brasileiros moram em imóveis alugados, o que corresponde a cerca de 20,9% da população. Projeções de mercado apontam que o segmento de hospedagem por curta duração deve seguir crescendo, com ritmo médio de 11,2% ao ano até 2030, especialmente em grandes cidades e polos turísticos.
Entre as principais preocupações dos moradores estão a entrada frequente de pessoas sem vínculo com o condomínio, a segurança, o barulho, o descarte de lixo e o uso das áreas comuns. Especialistas destacam que as regras precisam ser discutidas e registradas em assembleia, com decisões claras sobre autorizações, prazos mínimos de locação, cadastro de hóspedes e penalidades para quem descumprir as normas.
Mesmo quando permitido pela convenção, o aluguel de temporada exige responsabilidade do proprietário. O dono do imóvel responde pelos atos do inquilino temporário, estando sujeito a arcar com consequências legais caso haja perturbação do sossego ou descumprimento das regras internas.
Com a tendência de crescimento do setor, a orientação é que as regras condominiais sejam revistas periodicamente. A ideia é alinhar os interesses dos proprietários com a tranquilidade e a segurança de quem vive no condomínio, evitando conflitos e promovendo uma convivência harmoniosa.
Fonte: ClickPB