Açúcar do Triângulo Mineiro atrai exportação
By Iris Andrade
Triângulo Mineiro: açúcar avança nas exportações e reforça posição no mercado global
A região do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba reafirma seu papel estratégico na cadeia de açúcar e álcool do Brasil. Além de abastecer o consumo interno com etanol e energia gerada a partir de biomassa, o polo sucroenergético tem ampliado a participação nas exportações de açúcar, conquistando espaço junto a clientes internacionais.
Os investimentos locais são puxados por grandes produtores instalados na região. Entre eles, o Grupo CMAA mantém operações em Uberaba e Canápolis, enquanto a BP Bioenergy atua em Ituiutaba. Além dessas unidades, diversas usinas fortalecem a produtividade regional, apoiadas por solo fértil, alto rendimento agrícola e uma logística bem estruturada que facilita o escoamento para o exterior.
Safra recente impulsiona o açúcar
Na última safra, houve um movimento claro de mudança na direção da produção: mais cana foi destinada à fabricação de açúcar do que de etanol. Esse viés ocorreu em função da valorização do preço do açúcar no mercado internacional e da demanda aquecida de mercados na Ásia, no Oriente Médio e na África. Embora o etanol siga sendo essencial para o abastecimento interno e para a matriz energética do país, registrou-se um recuo em relação ao ciclo anterior, refletindo a estratégia das plantas de obter maior rentabilidade com o açúcar.
Logística como diferencial competitivo
Analistas destacam que a proximidade de polos rodoviários e ferroviários que conectam a região ao Porto de Santos garante competitividade aos embarques de açúcar. “A logística eficiente reduz custos e acelera o escoamento, tornando o Triângulo Mineiro um polo atraente para exportadores”, comenta um consultor do setor.
Contribuição para a balança comercial de Minas
Enquanto outras mercadorias tradicionais de exportação do estado, como o café, enfrentam dificuldades, o açúcar produzido na região passa a atuar como um fator de equilíbrio da balança comercial mineira. O avanço do setor ajuda a sustentar o superávit de Minas, amortecendo impactos negativos em outras cadeias do agronegócio local.
Perspectivas de crescimento e investimentos
Com novos investimentos previstos, como o projeto da Prata Bioenergia, a região do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba deve ampliar ainda mais sua participação nas exportações, consolidando-se como um dos núcleos mais relevantes do agronegócio brasileiro no cenário global.
O conjunto de fatores — produtividade, logística, presença de grandes players e demanda externa — sugere continuidade na tendência de crescimento das exportações de açúcar, ao mesmo tempo em que o etanol mantém seu papel estratégico para o abastecimento interno e a matriz energética nacional.
Fonte: Regionalzão Notícias