A cidade que acolhe ou afasta, você sabe?
By Iris Andrade
Grande Vitória: entre acolhimento e afastamento, o efeito do design urbano na vida cotidiana
Publicado em 20 de setembro de 2025, este levantamento analisa como a organização de espaços públicos na região da Grande Vitória molda a experiência dos cidadãos que circulam pela capital e arredores. A reportagem destaca contrastes entre áreas que incentivam a convivência e outras que, por suas características, geram sensação de abandono ou desconforto.
Pontos de acolhimento no corredor litorâneo
A orla de Camburi aparece como referência de acolhimento: ciclovia bem integrada, calçadão ativo e áreas de lazer que atendem a diferentes faixas etárias. Nesse trecho, a cidade se mostra inclusiva, funcionando como espaço de encontro para moradores e visitantes.
Desafios em bairros históricos e periféricos
Nos trechos de Cariacica e Serra, calçadas estreitas, desníveis e iluminação precária criam barreiras para pedestres e dificultam a circulação noturna. Essas características ajudam a explicar a sensação de que certos ambientes não são pensados para quem precisa caminhar com tranquilidade, especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Espaços simbólicos e uso cotidiano
Na Praça do Papa, em Vitória, o espaço é amplo e carregado de significado, mas ainda falta sombreamento e mobiliário adequado para uso diário. A ausência de bancos bem posicionados e de estruturas de proteção climática limita a permanência das pessoas nesses locais, dificultando encontros espontâneos ao longo do dia.
Detalhes que definem acessibilidade
A reportagem aponta que pequenos elementos urbanos — rampas bem executadas, bancos distribuídos de maneira estratégica, iluminação eficiente e sinalização clara — determinam quem pode usufruir plenamente da cidade. São esses microdetalhes que, somados, afetam a inclusão de diferentes perfis de moradores.
Arquitetura como escolha pública
Especialistas destacam que arquitetura e planejamento urbano não são neutros: cada decisão de projeto aproxima ou afasta pessoas. Para uma Grande Vitória mais inclusiva, é preciso enxergar os espaços como convites à convivência, independentemente de idade, condição física ou condição social.
Quem assina o material
O texto é assinado por Marcos Paulo Bastos Ribeiro, 27 anos, microempresário e CEO da Edificar Gestão em Projetos Civis, com formação técnica em Edificações (CRT-ES) e atualmente cursando Arquitetura e Urbanismo. Seu trabalho foca no desenvolvimento urbano, arquitetura e no papel transformador do design de cidades na vida das pessoas.