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Vitória impulsiona valorização imobiliária

By Iris Andrade

Vitória sai na frente entre capitais com maior valorização imobiliária em 2025 e recebe o título de m² mais caro

Dados parciais do Índice FipeZap de Venda Residencial apontam um movimento de alta no mercado brasileiro, sustentado por oferta restrita, qualidade de vida e uma base econômica aquecida. Em novembro, Vitória despontou como a capital com maior valorização entre as 22 monitoradas e também apresentou o preço médio por metro quadrado mais alto do país.

Desempenho entre as capitais

O levantamento aponta uma alta acumulada de 6,22% até novembro em 56 cidades, com Vitória registrando avanço de 15,08% no ano. No mesmo período, Salvador ficou em 14,82% e João Pessoa, em 14,51%. Considerados os últimos 12 meses, a valorização em Vitória chegou a 18,15%.

O preço médio de venda residencial apurado pelo índice no Brasil foi de R$ 9.585/m². Entre as capitais, Vitória lidera com R$ 14.102/m², seguida por Florianópolis (R$ 12.647/m²), São Paulo (R$ 11.882/m²), Curitiba (R$ 11.758/m²) e Rio de Janeiro (R$ 10.801/m²).

O que sustenta esse movimento?

Especialistas destacam uma combinação de fatores que alimenta a atratividade de Vitória: oferta de terrenos reduzida, crescimento da renda, melhoria da segurança pública e demanda consistente por moradias. Segundo Alexandre Schubert, presidente da Ademi-ES, o movimento não é fruto de especulação pontual, mas de um ciclo saudável com projeção de continuidade.

  • Oferta limitada de terrenos e dificuldades para ampliar a verticalização em determinadas áreas.
  • Qualidade de vida, baixa incidência de violência e nível de empregabilidade acima da média regional.
  • Estrutura fiscal do Espírito Santo, que atrai investimentos e gera massa salarial.
  • Mercado de imóveis cada vez mais diversificado, com novas tipologias adaptadas ao futuro da cidade.

Construção, custo e valor de mercado

Embora o custo da construção tenha subido, o impacto na valorização de Vitória não é explicado apenas pelo INCC-M, que apontou alta de 6,41% em 12 meses. Eduardo Borges, diretor do Sinduscon-ES, explica que a valorização atual vai além da inflação do setor e indica um aquecimento real do mercado, com compradores confiando no potencial da cidade.

Um elemento geográfico também pesa: a disponibilidade de terrenos é limitada, e planos diretores em bairros como Santa Lúcia costumam dificultar o aumento da altura de edificações, restringindo a oferta.

Bairros em destaque e o perfil dos compradores

No recorte do FipeZap de novembro, alguns bairros se destacaram pela valorização e pelos preços médios:

  • Enseada do Suá: R$ 17.599/m², alta de 31,4% em 12 meses.
  • Praia do Canto: R$ 16.828/m².
  • Mata da Praia: R$ 15.657/m².
  • Barro Vermelho: R$ 15.642/m².
  • Aeroporto: R$ 13.919/m².

Apesar da alta expressiva, o Centro de Vitória aparece com intensidade de variação: equilíbrio entre preço e valorização, com o metro quadrado em torno de R$ 4.107/m² e alta de 25,3% nos últimos 12 meses. Associado a isso, corretores destacam que, na prática, quem compra na capital são, em sua maioria, moradores da região metropolitana e do interior, com recursos provenientes de atividades agropecuárias e cafeeiras. O empresário Renato Avelar ressalta que, embora haja apetite por modelos compactos entre investidores, o comprador final que mora no local continua sendo a maioria.

Migração e impactos regionais

A valorização em Vitória tem impulsionado movimentos de migração para cidades vizinhas, como Vila Velha, Serra e Guarapari. Moradores com imóveis antigos avaliam e trocam por opções novas em áreas próximas, aproveitando a valorização do patrimônio para buscar qualidade de vida em locais com infraestrutura em desenvolvimento.

Conexões com o cenário nacional

A recente avaliação de Vitória dialoga com o ranking de cidades exibido pela imprensa de negócios, que destacou a capital capixaba entre as que mais prosperam no Brasil. O índice de novembro reforça uma tendência de valorização estrutural, alimentada por fatores locais e por um cenário econômico em recuperação.

Este conteúdo é uma adaptação para fins informativos e não reproduz exatamente a matéria original.

Fonte: A Gazeta

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