Segredo: FGTS financia imóveis com teto alto
By Iris Andrade
Novo teto do FGTS permite financiamento de imóveis até 2,25 milhões de reais
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, a utilização dos recursos do Fundo para a aquisição de imóveis de até 2,25 milhões de reais. A medida passa a valer tanto para contratos já existentes quanto para os novos, ampliando a abrangência do FGTS no financiamento imobiliário.
O que mudou
A decisão corrige um descompasso criado pela elevação do limite do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que subiu de 1,5 milhão para 2,25 milhões de reais em outubro. De acordo com a divulgação da Agência Brasil, contratos assinados após junho de 2021 ficavam de fora do novo teto, enquanto financiamentos anteriores a essa data já podiam usar recursos do FGTS para a compra do imóvel.
Contexto histórico
Em 2021, uma resolução do Conselho Curador exigia que o valor do imóvel na data da assinatura estivesse alinhado ao teto determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso criou dois marcos práticos: contratos encerrados até 11 de junho de 2021 e contratos firmados a partir de 12 de junho de 2021, com regras diferentes para o uso do FGTS.
Impacto para famílias
A padronização é especialmente relevante para famílias com renda mensal superior a 12 mil reais, que enfrentam a alta de preços em mercados com imóveis mais valorizados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Nesses locais, o teto anterior de 1,5 milhão já não condizia com a realidade do mercado imobiliário.
Reação do mercado
Antes da decisão, agentes financeiros e o Banco Central haviam recebido reclamações de mutuários que estavam impedidos de usar o FGTS, mesmo com imóveis dentro da nova faixa de valor. A mudança pretende reduzir esse conflito e evitar judicialização, proporcionando maior previsibilidade aos contratos.
Publicidade de reações e comentários dos leitores foram registrados, mas a medida foi encaminhada para ampliar o acesso a financiamento com recursos do FGTS para imóveis de maior valor.
Fonte: Gazeta do Povo.