Samae e caçambas promovem descarte entulhos
By Iris Andrade
Acordo entre Samae e caçambeiros orienta descarte correto de entulhos
Após várias reuniões entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) de Tangará da Serra e proprietários de caçambas, foi alcançado um consenso para estruturar a retirada de entulhos com um informativo que detalha o que pode e o que não pode ser colocado nos contêineres.
Segundo o prefeito Vander Masson, a decisão ocorreu porque o aterro municipal não comporta mais receber qualquer tipo de material descartado. A partir de agora, o aterro municipal ficará reservado apenas para Resíduos de Construção Civil (RCC), enquanto os outros tipos de resíduos de origem orgânica devem seguir para aterros privados.
Base legal e objetivo
A iniciativa visa criar uma cultura de descarte adequado, alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305/2010. A lei incentiva a redução da geração de resíduos, a reutilização, a reciclagem e a destinação ambientalmente adequada, com responsabilidade compartilhada entre empresas, governo e cidadãos.
Como resultado, os descartes passam a ser classificados em duas categorias: Resíduos de Construção Civil (RCC) e Resíduos Orgânicos (RSU).
Classificação das caçambas
- Caçamba 1: tijolos, cerâmica, telha, pedra, gesso, areia, concreto e terra.
- Caçamba 2: metais e tubulações oriundas de obras, madeira e ferro.
- Caçamba 3: apenas podas de árvores para triturar.
As medidas seguem a Lei 12.305/2010 e o Decreto Nº 759, de 12 de dezembro de 2024. Com as mudanças, o contratante das caçambas fica responsável por não misturar materiais que não estejam dentro das categorias previstas.
Também fica estabelecido que RCC misturado a materiais orgânicos no aterro particular será cobrado pelo valor correspondente aos RSU.
População chamada à colaboração
Com a estruturação do material informativo, o município e os empresários do setor pretendem tornar a cidade mais sustentável. O prefeito Vander Masson ressaltou que a participação da população é essencial para o cumprimento da nova lei, cobrando que os cidadãos cumpram os acordos com as empresas contratadas para a retirada dos entulhos.
A gente precisou convidar os empresários do setor para construir uma nova proposta, pois o aterro já está praticamente tomado; a cultura anterior não pode mais seguir, afirma Vander Masson.
Lixo doméstico é no caminhão de coleta: você já paga a taxa e não precisa colocar lixo na caçamba, orienta o prefeito.
Marcos Scolari, diretor do Samae, destacou que a cidade oferece todas as condições para que os munícipes descarte os inservíveis nos locais corretos, seguindo orientações sobre poda, resíduos domésticos e recicláveis. Ele explicou que, ao realizar uma limpeza, a poda deve ir em sacos, o caminhão de coleta recolhe; resíduos de cozinha devem ser acondicionados de forma adequada, e itens recicláveis como papelão, vidro e PET devem ser colocados em sacos de coleta seletiva para o serviço apropriado.
Se for poda, utilize sacos; o caminhão de lixo comum recolhe. Resíduos de cozinha vão em sacola adequada para a coleta, e itens recicláveis devem seguir para sacos de reciclagem, orienta Scolari.
O empresário Luciano Nava Souza reforça a necessidade de a população colaborar, destacando que as normas não são apenas uma imposição de uma empresa de caçambas, mas uma lei existente.
Com essa mudança, a expectativa é promover hábitos mais responsáveis e aproximar Tangará da Serra de diretrizes ambientais modernas, fortalecendo a responsabilidade compartilhada entre cidadãos, empresas e governo.
Fonte: Diário da Serra