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Quem se beneficia das medidas governamentais?

By Iris Andrade

Medidas governamentais devem impulsionar a construção civil em 2026

Após um 2025 com sinais de desaceleração, especialistas projetam recuperação gradual do setor da construção no próximo ano, apoiada por um conjunto de mudanças no crédito imobiliário, linhas de reforma e regras de financiamento. As medidas visam ampliar o acesso a crédito e estimular a demanda por materiais de construção, especialmente nos segmentos de médio e alto padrão.

Contexto recente do setor

O PIB da Construção Civil cresceu 1,8% no primeiro semestre, pressionado por uma base de comparação fraca em relação a 2024. Houve recuo na margem dessazonalizada em ambos trimestres de 2025, com a produção de insumos mais frágea do que em anos anteriores. Além disso, condições de crédito mais restritas contribuíram para reduzir as concessões no segmento.

Dentro dessa conjuntura, observa-se um movimento de diversificação das fontes de funding no mercado, com uma menor participação da poupança tradicional no financiamento imobiliário, em meio a maior oferta de alternativas como títulos e fundos imobiliários.

Principais mudanças no crédito imobiliário

  • Redução gradativa do compulsório da poupança ligado ao financiamento imobiliário, passando a exigir menos recursos para esse fim já neste ano e com zeragem prevista em até uma década.
  • Possibilidade de bancos utilizarem fontes alternativas de funding, como emissões de títulos imobiliários, para cumprir o direcionamento, liberando a poupança para aplicações mais rentáveis.
  • 80% dos financiamentos realizados deverão ser destinados ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
  • SFH ampliado para imóveis de até 2,25 milhões de reais, com juros máximos de 12% ao ano.
  • Desempenho de crédito com prazos de financiamento de até 30 anos, mantendo o cumprimento do direcionamento em até 7 anos, conforme regras novas.
  • Impacto imediato esperado na oferta de crédito, com liberação de recursos e ajustes de crédito já anunciados por autoridades.
  • A Caixa Econômica Federal anunciou aumento do percentual máximo financiável dos imóveis, elevando a participação de financiamentos dentro do teto.

Impactos esperados para o mercado

Especialistas destacam que a nova configuração tende a aliviar restrições de crédito habitacional e a beneficiar imóveis de médio e alto padrão, que vinham perdendo fôlego com o aperto nas condições de financiamento.

Duplas de medidas para o segmento de baixa renda também foram anunciadas, com avanços para faixas de renda mais baixas e atualizações em programas voltados à reforma de moradias.

  • Com a ampliação de fontes de funding, a demanda por mão de obra do setor tende a aumentar, contribuindo para a recuperação da atividade.
  • Projeção de crescimento do setor para 2026 fica mais positiva, com estimativas de expansão entre 1% e 2% no ano, conforme o caminho de implementação das medidas.

Perspectivas e notas adicionais

Especialistas destacam que o sucesso do novo modelo dependerá da sincronia entre diretrizes, prazos contratuais e a disponibilidade de funding alternativo pelos bancos. Em contexto mais amplo, mudanças estruturais já em curso no crédito imobiliário sinalizam um reposicionamento do mercado, com maior diversidade de fontes de financiamento e maior aderência a novas regras.

Fonte: Exame

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