Ohtake revisita obras icônicas da Casa Vogue
By Iris Andrade
Rodrigo Ohtake revisita capítulos da sua trajetória em novo episódio de Casa Vogue
Em mais um capítulo da série Quem te viu, quem te vê, Rodrigo Ohtake relembra a sua trajetória profissional e o impacto do legado de Ruy Ohtake na construção de uma linguagem própria na arquitetura. O episódio mergulha na memória como ferramenta de trabalho, partindo de momentos iniciais até a consolidação de uma visão que atravessa o tempo.
Ohtake analisa a passagem das experiências, destacando como gestos repetidos, escolhas que se refinam e intuições que se tornam método moldaram seu jeito de projetar. A conversa revela percepções pouco exploradas nas páginas de seus projetos, como os detalhes que antecedem a arquitetura enquanto imagem e a relação cada vez mais estreita entre interior e exterior.
A convivência com a produção de Ruy Ohtake é vista por ele não como sombra, mas como elemento formativo que alimenta uma prática que evolui com os anos. A cor, antes vista como impacto, é abordada como atmosfera; a curva, antes impulso, vira estrutura; a fluidez espacial, que o acompanhou desde a infância, ganha novas leituras sob uma sensibilidade que busca equilíbrio e continuidade.
Ao revisitar a própria história, Rodrigo não apenas aponta trajetórias já percorridas, mas também sinaliza caminhos que pretende seguir. O episódio apresenta um retrato íntimo de um arquiteto que enxerga o passado como impulso e o presente como campo aberto a novas possibilidades, mantendo uma postura rigorosa e sensível, técnico e intuitivo, em constante movimento.
Leituras complementares:
- Sig Bergamin e Murilo Lomas comentam projetos publicados na Casa Vogue
- Adriana Frattini analisa editoriais emblemáticos da Casa Vogue
- Outros relatos sobre quem revisita a história e o legado da arquitetura no universo Casa Vogue
Essa valorização da memória como motor da criação reforça a ideia de que o passado pode ser impulso para novas possibilidades no presente.
Fonte: Casa Vogue