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O custo real da urbanização do litoral

By Iris Andrade

Custo-benefício da urbanização do litoral brasileiro é tema de debate

À medida que o verão se aproxima, o movimento de moradores e turistas para as regiões litorâneas volta a despertar reflexões sobre a velocidade da ocupação costeira no país. A análise em questão apresenta a relação entre custo e benefício desse processo, questionando se o crescimento urbano compensa os impactos ambientais e patrimoniais.

Tomando como referência o balneário de Camboriú, o texto examina como obras de grande porte alteram de forma abrupta a paisagem típica do litoral. O fenômeno é colocado dentro de um quadro mais amplo, que envolve várias cidades, entre elas Recife, Salvador, Fortaleza, Itapema e Florianópolis. Santa Catarina, estado com altos índices de desenvolvimento humano, figura no centro da discussão pela forma como tem sido utilizado para expandir imóveis de alto padrão e a infraestrutura turística associada.

Os argumentos a favor destacam a geração de empregos, a dinamização da economia local e o aumento da circulação de riquezas decorrentes da construção de empreendimentos de alto valor. Já os críticos apontam para a erosão de um patrimônio natural e cultural que pode levar décadas para se recuperar, deixando às futuras gerações um litoral menos preservado e menos acessível.

O questionamento central é sobre quem arca com os custos dessa urbanização acelerada e quem realmente se beneficia. O texto enfatiza que os custos são coletivos, dificultando a preservação de paisagens que deveriam ser repassadas como legado para as próximas gerações.

Fonte: Gabriel Dorfman. Notícias d’A mais bela capital do Brasil. Gramma Editora, 2018.

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