Moradia estudantil conquista investidores
By Iris Andrade
Mercado de moradia estudantil ganha espaço no Brasil com formato de incorporação
Um conceito já consolidado em mercados internacionais começa a ganhar força no Brasil: a moradia estudantil planejada, voltada a estudantes universitários e gerida por empresas especializadas. O modelo de incorporação com gestão profissional promete combinar segurança, conveniência e rentabilidade para investidores, ao mesmo tempo em que aproxima o aluno de grandes campi urbanos.
Contexto e demanda no Brasil
Dados recentes indicam um enorme potencial de expansão para o setor. No Brasil, estima-se a existência de cerca de 5,1 milhões de universitários, sendo que 1,5 milhão estudam fora de seus domicílios. Entretanto, o país conta com apenas cerca de 4.100 camas disponíveis em empreendimentos especializados, evidenciando uma lacuna de oferta. Em paralelo, os Estados Unidos, onde o formato já está consolidado, contam com aproximadamente 20 milhões de estudantes e 6 milhões de camas de moradia estudantil.
Apesar da expansão do ensino a distância, as universidades de referência continuam fortalecendo a presença de atividades presenciais. Entre 2023 e 2024, instituições como PUC-PR, Mackenzie e Insper registraram crescimentos consideráveis no ensino presencial, reforçando a demanda por moradias próximas aos campi.
O modelo de incorporação com gestão profissional
Em Curitiba, a ALTMA se coloca como pioneira no Brasil ao adotar o formato de incorporação voltado exclusivamente a empreendimentos estudantis, com a gestão das locações realizada por uma empresa especializada. Diferente do modelo patrimonialista, no qual o incorporador mantém a posse direta das unidades, o investidor adquire o imóvel e contrata uma operação completa da locação à manutenção.
Gabriel Falavina, sócio e CEO da ALTMA, destaca que o modelo une a solidez do investimento imobiliário à conveniência da gestão ativa, visando oferecer um produto acessível e de alta performance. “É um modelo consolidado em mercados maduros como os Estados Unidos e o Reino Unido, mas ainda incipiente no Brasil. A proposta é criar valor por meio de uma solução pronta para o investidor e para o público estudantil”, afirma.
B41 e HIVE: próximos passos da linha de moradia estudantil
O projeto B41 é o primeiro empreendimento da ALTMA com foco exclusivo nessa modalidade. Localizado a poucos metros da PUCPR, o projeto reúne apartamentos compactos e espaços compartilhados, com operação gerida por empresa especializada. Investidores como Patrick Gil destacam a atratividade da solução full service, que cuida de vacância, inadimplência e manutenção, oferecendo retorno estável mesmo em cenários de juros altos.
A ALTMA projeta um Valor Geral de Vendas (VGV) de 960 milhões de reais até 2030 para empreendimentos dedicados à moradia estudantil. O segundo lançamento da linha, o HIVE, mantém o mesmo conceito e está situado na região da PUCPR, ampliando o alcance do modelo.
Condições de investimento e retorno
- Projeções de aluguel indicam valores médios entre 2.750 e 3.750 reais para os estúdios.
- Os preços unitários partem de 243 mil reais, com condições de pagamento flexíveis.
- Simulações de financiamento permitem entrada a partir de 34 mil reais, tornando o investimento acessível a diferentes perfis.
Para Falavina, o objetivo é escalar o modelo para diferentes cidades universitárias mantendo o mesmo padrão de gestão. “O investidor entra em um ativo imobiliário real, com alta liquidez e uma demanda estruturural que tende a crescer. É o tipo de investimento que une propósito e previsibilidade”, afirma.
Patricks Gil, investidor, já sinalizou satisfação com a experiência e mencionou a intenção de investir novamente, incluindo no projeto HIVE, destacando a segurança do modelo e a previsibilidade do aluguel.
Mais do que tendência: uma nova lógica de moradia
Ao fortalecer o ensino presencial e buscar soluções de moradia que combinem conveniência, conforto e rentabilidade, o segmento de moradia estudantil por incorporação surge como uma frente de inovação no mercado imobiliário brasileiro. “O estudante de hoje é o profissional do amanhã, e o que ele procura em moradia hoje pode definir o futuro das cidades universitárias”, afirma Falavina. “Este movimento vai além do investimento: representa uma nova lógica de moradia, mais eficiente, conectada e voltada para o futuro”, completa.
Fonte: Imobi Report