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Manaus registra pico no mercado imobiliário

By Iris Andrade

O segmento imobiliário de Manaus vem mostrando fôlego e volumes recordes. Nos primeiros nove meses de 2025, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu aproximadamente R$ 2,7 bilhões, segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM). O desempenho já supera o total do ano anterior, quando o VGV ficou em R$ 2,55 bilhões, sinalizando a possibilidade de ultrapassar R$ 3 bilhões

No terceiro trimestre, a maior parte dos lançamentos ocorreu no Distrito Industrial II, núcleo de expansão da verticalização residencial na capital. Os índices por região ficaram em 47% no Distrito Industrial II, 26,3% em Tarumã, 18,1% em Flores e 8,6% no Aleixo.

Quanto às vendas, Tarumã manteve o papel de grande destaque, respondendo por 39,6% das unidades comercializadas no trimestre, seguido por Ponta Negra e Lago Azul. A concentração de operações nesses bairros indica uma expansão contínua nas zonas Oeste e Norte, impulsionada por grandes projetos, bairros planejados e oferta de produtos para jovens e famílias que buscam o primeiro imóvel.

“É um momento muito interessante. Em 2024 fechamos o ano com aproximadamente R$ 2,5 bilhões em vendas; até setembro de 2025 já somamos R$ 2,7 bilhões. Provavelmente vamos superar a marca dos R$ 3 bilhões neste ano. A projeção para 2025, em 2024, previa crescimento de 5% a 10% no máximo”, disse o presidente da Ademi-AM, Henrique Medina.

O conjunto do 3º trimestre de 2025 registrou R$ 1,1 bilhão em VGV, tornando-se o maior da série histórica do mercado imobiliário de Manaus. O recorde anterior pertencia ao 4º trimestre de 2024, com R$ 857 milhões. Em agosto de 2025, o setor movimentou R$ 452,1 milhões, o melhor mês do período.

Em comparação anual, o 3º trimestre de 2024 havia somado R$ 705 milhões, o que evidencia um crescimento de aproximadamente 59% em 2025, refletindo a aceleração da demanda e a maior capacidade de absorção de estoque.

Medina aponta que fatores de impulso incluem o otimismo dos empresários e os investimentos do programa governamental Amazonas Meu Lar. “O programa, em julho, trouxe impulso em agosto e dinamizou o terceiro trimestre”, afirmou.

Novos lançamentos também contribuíram: em 2025 foram apresentados 21 empreendimentos verticais, ante 16 em 2024, representando um aumento de 31,3%. Desses, 85% utilizam o modelo Minha Casa Minha Vida, seguido por lançamentos de padrão médio com 11,6%. Segundo Medina, 90,1% das moradias têm dois dormitórios, mantendo tendência de crescimento em relação aos 75% de 2024.

Em termos de faixa de preço, a média residencial em Manaus fica por volta de R$ 356 mil, inferior à de outras regiões do país. Já os empreendimentos de alto padrão aparecem com lançamentos que podem chegar a R$ 5 milhões, o que ajuda a explicar o destaque do terceiro trimestre.

Além de Manaus, o município de Iranduba, a cerca de 36 quilômetros da capital, também apresentou resultados expressivos. Segundo Medina, Iranduba vendeu em um único mês cerca de R$ 24 milhões, em grande parte com venda de lotes.

Com o ritmo atual, o setor sinaliza a necessidade de novos lançamentos para evitar a escassez de unidades em Manaus nos próximos meses. “Se não houver novos lançamentos, as unidades podem se esgotar em aproximadamente 10 meses”, alertou o presidente, ressaltando o equilíbrio entre lançamentos e vendas.

A expectativa é fechar o ano acima de R$ 3 bilhões, com perspectivas para mais lançamentos no próximo ano, visando manter o equilíbrio entre o que é ofertado e o que é vendido.

Fonte: Ademi-AM

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