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Imóveis Retomados por Bancos Despertam Curiosidade no Mercado

By Iris Andrade

Imóveis retomados por bancos sobem a patamar recorde e excitam debate sobre crédito imobiliário

O Brasil registrou um volume de imóveis retomados por bancos que atingiu a marca de 79 bilhões de reais em 2024, o maior patamar em quatro anos, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O valor representa um aumento de 10% em relação a 2023 e de 20% na comparação com 2022, com a maioria das retomadas relacionada à inadimplência de pessoas físicas e jurídicas que não conseguiram honrar financiamentos.

Por que o crédito imobiliário tem colocado imóveis em risco no país

O sistema atual usa os imóveis como garantia, mas impõe limitações que reduzem significativamente o crédito liberado. Em operações típicas, a liberação de recursos fica entre 10% e 20% do valor do bem, mantendo grande parte do patrimônio imobilizado e dificultando a alavancagem. Se a dívida não for quitada, o proprietário pode perder o imóvel, mesmo que a dívida seja menor do que o valor do bem. Além disso, uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal consolidou a constitucionalidade de leis que permitem retomadas de imóveis sem necessidade de decisão judicial, aumentando o risco de perda de bens em menos tempo e com menor proteção legal.

  • Baixa liberação de crédito: costuma ficar entre 10% e 20% do valor do imóvel.
  • Imóvel travado: a garantia dificulta novas captações e reduz a capacidade de geração de renda.
  • Risco de perda por dívida baixa: a perda pode ocorrer mesmo quando a dívida está aquém do valor comercial do bem.

A CTG aparece como caminho para proteger patrimônio e ampliar crédito

Em meio a esse cenário, surge a Cessão Temporária de Garantias, a CTG, apresentada como solução para usar imóveis de forma mais inteligente, protegendo o patrimônio e potencializando o crédito disponível.

  • Multiplicação de recursos: o crédito obtido pela CTG pode servir como alavanca para novas operações, criando um efeito multiplicador e expandindo a capacidade de investimento.
  • Imóvel protegido e sem risco de execução: o patrimônio fica resguardado, com a estrutura de alavancagem desenhada para evitar perdas diretas sobre o bem.
  • Condições mais atraentes: taxas de juros menores, prazos com até quatro anos de carência e conclusão do processo em cerca de 60 dias.

Ao oferecer uma alternativa segura e eficiente, a CTG pode transformar o mercado imobiliário brasileiro ao liberar o verdadeiro potencial dos imóveis. Empresas e pessoas físicas teriam acesso a capital para crescer, investir e diversificar fontes de renda, especialmente em um contexto de retomadas de propriedades pelos bancos.

Essa abordagem surge em um momento em que estão ocorrendo retomadas de imóveis em níveis elevados, reforçando a necessidade de opções de crédito mais estáveis e protegidas para quem busca preservar bens e ampliar operações.

Fonte: Valor Econômico

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