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Documento citado por Toffoli envolve Vorcaro

By Iris Andrade

Toffoli determina que etapas da investigação sobre o Banco Master vão ao STF após citar negociação imobiliária

Brasília – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que as próximas fases da apuração sobre supostas fraudes no Banco Master devem tramitar na família Corte, fundamentando a decisão em um documento apreendido pela Polícia Federal que cita uma negociação imobiliária envolvendo o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o deputado federal João Carlos Bacelar.

Quem está envolvido

O documento mencionado aponta uma possível intervenção de Bacelar, que teria atuado para estruturar um fundo para um empreendimento em Porto Seguro (BA). Vorcaro, empresário e autor da investigação relacionada ao Master, teria demonstrado interesse na negociação, segundo o relato do parlamentar. Bacelar afirmou ter colaborado no contexto, mas alegou que o negócio não foi concretizado e que Vorcaro apenas avaliava possibilidades.

Contexto processual

A defesa de Vorcaro apresentou o pedido ao STF após a apreensão do referido documento pela PF, argumentando que a investigação seria dirigida a pessoas com foro por prerrogativa de função. Toffoli, ao analisar o pedido, fixou que novas diligências e medidas devem ser submetidas previamente ao STF, incluindo investigações correlatas, mantendo a competência da corte constitucional para as decisões envolvendo autoridades com foro privilegiado. A tramitação, por ora, ocorre na Justiça Federal de Brasília.

O desdobramento no caso Master

Na prática, a decisão de Toffoli sinaliza que o andamento da apuração sobre possíveis fraudes no Banco Master ficará sob a supervisão do STF, ampliando o alcance da corte nas próximas etapas. O cenário envolve ainda a crise desencadeada pela operação que levou Vorcaro e outros executivos à prisão temporária, posteriormente relaxada pela Justiça.

reação e informações adicionais

Segundo Bacelar, houve atuação para a criação de um fundo imobiliário ligado ao empreendimento, mas não houve confirmação de negócio entre Vorcaro e o banco; ele afirma ter agido por amizade e para apoiar possíveis caminhos, sem materializar qualquer acordo. Enquanto isso, o Banco Central tem estudado medidas para reforçar controles do sistema financeiro em meio à crise no Master, com propostas de regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Conclusão

O STF passa a ser ponto central para a continuidade das ações ligadas ao Master, sob a justificativa de assegurar a correta tramitação de investigações envolvendo autoridades com prerrogativa de função, conforme as últimas decisões do ministro Toffoli.

Fonte: O Globo

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