Debate sobre segurança no canteiro no CONEST
By Iris Andrade
Debate sobre cultura de segurança no canteiro de obras ocorre em Brasília durante o CONEST
Durante a 27ª edição do CONEST, realizado na Câmara Legislativa do Distrito Federal, especialistas discutiram caminhos práticos para fortalecer a cultura de segurança na construção civil. O painel Canteiro do Amanhã: Novas Soluções em SST para uma Construção Civil Mais Eficiente reuniu profissionais para debater inovações e estratégias que tornem as ações de SST mais eficazes para trabalhadores e empresas.
Principais palestrantes e temas apresentados
- Jussara Almeida, presidente da APAREST e professora de engenharia, atuou como mediadora do debate.
- Larissa Barreto, especialista em SST e presidenta da ABRAEST, diretora da ANEST, ressaltou que “segurança não gera custo, gera resultado” e defendeu a consolidação de informações, com indicadores claros para orientar ações nos canteiros.
- Stefani Jardim, engenheira civil e especialista em projetos de proteção coletiva, enfatizou que a segurança deve começar já no projeto, com planejamento prévio da implementação. “O projeto de proteção coletiva precisa ser tão bem elaborado quanto o de arquitetura”, afirmou.
- Nestor W. Neto, especialista em cultura de segurança, destacou que treinamentos tradicionais nem sempre promovem aprendizado real e sugeriu abordagens mais humanas, com participação ativa das equipes.
- Amanda Muniz, CEO da ERGOGROUP e fisioterapeuta do trabalho, trouxe dados sobre ergonomia na construção: fraturas responderam por cerca de 49,2% dos afastamentos e sinais de lesões osteomusculares chegaram a aproximadamente 22%; em 2024, foram registradas 84 mil fraturas no setor, com cerca de 40% dos acidentes relacionados a falhas ergonômicas.
Entre as experiências apresentadas, ficou claro que a transformação envolve não apenas treinamento, mas também mudança de linguagem, participação das equipes e uma visão integrada entre projeto, execução e gestão da obra. Os palestrantes defenderam que a gestão digital pode reduzir a distância entre risco e ação, passando por instrumentos simples de inspeção, fichas digitais de EPI e painéis de monitoramento.
Integração com estratégias setoriais
Os debates apontaram para a necessidade de alinhar as ações de SST com o Projeto Estratégico da CBIC, em parceria com o Senai Nacional, ampliando o foco em inovação, industrialização e melhoria contínua nos canteiros.
Conclusão
Ao fim, ficou claro que criar uma cultura de segurança efetiva depende de ações graduais, consistentes e bem estruturadas que envolvam projeto, formação, tecnologia e engajamento de equipes. As experiências apresentadas no CONEST reforçam a importância de transformar o provisório em prática segura no dia a dia da construção.
Fonte: CBIC