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Como Anny Meisler criou o ecossistema LZ

By Iris Andrade

Anny Meisler amplia o ecossistema da LZ para São Paulo, fortalecendo a presença do design autoral no maior mercado imobiliário do país

A empresária carioca Anny Meisler está consolidando a LZ como um ecossistema de design completo e levou a marca para a capital paulista, apontada como o epicentro do boom imobiliário brasileiro. O movimento ocorre após a empresa, que já atua em cinco frentes — corporativa, varejo, infantil, arte e planejamento de mobiliários —, abrir um escritório boutique dedicado a arquitetos e incorporadoras em São Paulo.

Da inspiração de família à expansão estratégica

Origem humilde, visão de negócio. Anny cresceu observando o trabalho do pai, dono de uma fábrica de piscinas de fibra de vidro, e herdou o entusiasmo pelo empreendedorismo. Aos 25 anos, em 2009, nasceu a LZ, cuja marca foi inspirada pela ideia de lazer. A trajetória ganhou força com experiências anteriores na TIM, antes de a founder completar o seu ecossistema de design, que hoje reúne curadoria, desenvolvimento de produtos e mobiliário em cinco frentes.

O que começou como uma solução prática para mobiliário de um evento da B3 — quando, dias após a gravação de um podcast, a LZ montou a ambientação do encontro — transformou-se em uma demanda de mercado. Em tempo recorde, em menos de 72 horas, o mobiliário foi preparado para o evento, e a B3 passou a adquirir peças da LZ para os seus escritórios. “A oportunidade encontra quem está preparado”, costuma afirmar Anny.

O ecossistema LZ: curadoria, indústria e exclusividade

Hoje, o grupo atua em cinco frentes: LZ Corp (corporativa, desde 2009), LZ Studio (varejo, 2012), LZ Mini (infantil, 2017), LZ Arte (arte, 2018) e LZ Sob Medida (planejados, 2023). A proposta é combinar curadoria de design com produção industrial própria, assegurando exclusividade, qualidade e escalabilidade por meio de parcerias com cerca de 20 fábricas especializadas em estofados, marcenaria, metal e outras áreas.

Um marco dessa integração é a linha Tropicando, criada pela LZ Mini. A coleção representa a direção de futuro do grupo: linhas próprias, escaláveis e alinhadas ao comportamento do mercado. Anny adianta que já há outros projetos em desenvolvimento, ampliando o portfólio da empresa para além da curadoria de mobiliário e decoração.

Nova base em São Paulo e o contexto do mercado

Com a chegada a São Paulo, a LZ avança para o maior mercado imobiliário do país, onde o cenário é de incessante atividade. A cidade registra, segundo dados recentes, mais de 70 mil imóveis novos por ano, crescimento anual do segmento residencial em torno de 10% e liderança em lançamentos e vendas de imóveis de médio e alto padrão, respondendo por uma parcela relevante do mercado nacional.

O objetivo é oferecer uma plataforma de cocriação em um espaço dedicado a arquitetos e incorporadoras, conectando a curadoria da LZ a uma base de produção ágil e em sintonia com as necessidades de cada projeto. “É a maior oportunidade de expansão da história da LZ”, diz Anny, referindo-se ao atrativo paulistano.

Visão de liderança e legado familiar

Anny não esconde a missão de ir além da simples entrega de mobiliário. Ela pretende que a LZ seja também uma curadoria de estilo de vida, conectando clientes a soluções de design que reflitam sua identidade. Essa filosofia é sustentada pela escuta ativa, uma prática que a empresária descreve como legado familiar, herdada da mãe e repetida pelo exemplo de perseverança do pai.

Além de empresária, Anny é mãe de três filhos e tem participação ativa em projetos sociais. O casamento com Rony Meisler também figura na narrativa, com relatos de apoio mútuo entre as trajetórias profissional e pessoal. Em suas palavras, a mágica surge quando o cliente se torna protagonista, princípio que guia o crescimento da LZ.

Perspectivas

Com a nova operação em São Paulo, o grupo planeja ampliar a capacidade de entrega, manter o DNA de design autoral e fortalecer parcerias industriais que sustentem a expansão. A líder afirma que o ecossistema híbrido — combinação de curadoria com investimentos produtivos — tem sido decisivo para manter o crescimento estável nos últimos 16 anos e projeta novos caminhos de inovação para 2025 e além.

Fonte da matéria

NeoFeed

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