Artista cobra ressarcimento após roubo
By Iris Andrade
Artista cobra ressarcimento após obra ser roubada na Bienal de Arquitetura de SP
Uma artista plástica acionou a organização da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, ajuizando uma notificação extrajudicial após ter uma de suas obras furtada durante o encerramento do evento.
A peça, intitulada Semear cinzas, foi produzida no ano anterior com cinzas vegetais do Cerrado e integrava a mostra da bienal. A obra também fazia parte da tese de doutorado da artista na Universidade de Brasília (UnB), intitulada Poéticas em terras queimadas, cuja apresentação estava prevista para a próxima segunda-feira.
A obra roubada consistia em três urnas cerâmicas, desenvolvidas com técnicas distintas e preenchidas com cinzas coletadas pela artista ao longo de quatro anos de pesquisa na região de Brasília.
Segundo a curadoria, o seguro contratado não cobre furtos e o local onde as peças estavam expostas não possuía câmeras de vigilância. Sem considerar o impacto artístico e acadêmico, as três urnas foram avaliadas em 6 mil reais, valor que Canetti busca receber como ressarcimento.
A edição deste ano da Bienal teve como tema Extremos: arquiteturas para um mundo quente.
A artista cobra explicações e o ressarcimento pelo desaparecimento da obra, que compõem parte de uma série de 20 trabalhos que integram a tese de doutorado na UnB.
Obra de arte – Mariana Alves/Divulgação
Fonte: Diário do Centro do Mundo